Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Eu no orkut





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.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
.:Aqui tem Donna:.
.:Balaio de Idéias:.
.:Blues curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Depósito de Receitas Damasco:.
.:Infinito Particular:.
.:Manual Cerebral:.
.:Mentiras históricas:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Somewhere Only we Know:.
.:Trash:.
.:The Walrus:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Como é que a gente faz pra ir devagar quando o coração tem pressa?

postado por: juli poppins 5:16 PM

Passo a bola:


Segunda-feira, Novembro 19, 2007

Sabe quando a gente sabe que está fazendo a coisa errada? Pois é, eu sei...

postado por: juli poppins 7:19 PM

Passo a bola:


Domingo, Novembro 18, 2007

entre amantes e cozinheiros



Toda mulher deve ser tratada da mesma forma que um cozinheiro trata a sua comida. Um chef jamais vai foder seu prato; ele faz amor com ele, desde o momento em que passa os olhos pela primeira vez nos ingredientes até a sua finalização: o orgasmo. Um bom cozinheiro trabalha bem seus cinco sentidos e por isso mesmo tem todos eles muito aguçados. Quando entra numa feira, primeiro ele vê todas as cores, formatos e tamanhos, nenhum e nada deve ser desprezado, todos têm a sua função. Quando um cozinheiro escolhe uma fruta, primeiro ele olha a fruta: verde, vermelha, roxa, amarela... aprecia seus contornos. Olhando pode-se perceber se ela está madura, se foi bem cuidada, colocada ou jogada ali. Uma fruta pode estar bonita, grande, colorida, vistosa e apetitosa, mas pode não ter o melhor sabor. Assim como as pessoas, a comida se maquia. O cozinheiro sabe que os agrotóxicos fazem crescer, a cera faz brilhar e os conservantes tentam manter as aparências, por isso ver não é tudo: ele precisa pegar. Pegando, é possível sentir a textura: os pêlos do kiwi, a casca do abacaxi, a pele do pêssego. Pegar não quer dizer pôr a mão, quer dizer segurar firme, mas não tanto que possa romper ou violentar a fruta, apenas o suficiente para sentir sua consistência, delicadamente. É verificar com as mãos a quantidade de suco, a qualidade da polpa, detectar possíveis defeitos. A cozinha é pornográfica, quase obscena. Nessa busca, as mãos se aproximam do rosto: é preciso cheirar. Aquilo que não tem cheiro de nada não vai ter gosto de cada. O cheiro é identidade, é particular e único. Limão galego tem cheiro de limão galego. Limão Siciliano tem cheiro de limão siciliano. Limão capeta tem cheiro de limão capeta. Não existe cheiro de limão, cada limão tem seu próprio aroma. Nada pode ser inodoro ou insípido. Coentro tem que ter cheiro de coentro e bacalhau tem que ter cheiro de bacalhau. São cheiros diferentes e cada um tem o seu lugar. Existe cheiro doce, cheiro de sal, cheiro azedo, cheiro cítrico e até cheiro ruim. Um cozinheiro pode não gostar de determinado ingrediente, mas reconhece seu aroma e sabe as qualidades que ele imprime em determinadas receitas. Isso é fundamental, e não é preciso ser nenhum especialista para abrir a geladeira e saber que ali tem algo estragado, da mesma forma como alguns perfumes de almoço enchem nossa boca de água e nos fazem lembrar infância e amores. Vimos, pegamos, cheiramos e... provamos. Provar é bem diferente de comer e devorar (duas categorias que os cozinheiros podem, como as outras pessoas, praticar depois sem o menor peso na consciência). Quando um cozinheiro coloca um alimento na boca, não enche a boca de comida, apesar de se senitr cheio dela. Assim como um sommelier degusta um vinho e faz com ele uma viagem pelo paladar: língua, papilas gustativas, céu da boca, dentes, gengiva e garganta, um cozinheiro mastiga um alimento e distribui suas mensagens, a fim de reconhecer os sabores que desperta, de entender as sensações que evoca, que estabelecer as memórias que resgata. E então é preciso ter ouvidos, que antes acostumados ao barulho do leite fervendo, do óleo esquentando, da carne grelhando, agora se deliciarão com os suspiros e exclamações de gozo. Por isso, digo sempre, mais do que carnal e profissional, cozinhar é estabelecer uma verdadeira relação sexual.

postado por: juli poppins 9:39 AM

Passo a bola:


Sábado, Novembro 17, 2007

Toda história de amor tem exatamente o final que merece.
Inclusive as que não acontecem.

postado por: juli poppins 7:54 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Novembro 14, 2007

Tem gente que se engana muito.
Eu me engano sempre.

postado por: juli poppins 6:00 PM

Passo a bola:


lei da atração

Há muito tempo ela não freqüentava os mesmos lugares, por puro desleixo, preguiça ou hábito de abandono. Desde então também não vira o sol nascer por entre os prédios nem dançara a última música. Naquele dia ela resolveu que iria. Iria ao happy hour com os amigos na esquina. Iria à abertura do Festival Nacional de Arte. Iria à confraternização depois do coquetel no antro da zona boêmia. Iria dançar até o dia amanhecer. E foi. Despiu-se de tudo e vestiu uma camiseta branca, uma bermuda preta, um scarpin branco, uma bolsa preta. Sem brincos, sem colares, sem pulseiras, sem batom; era ela. E só ela. E ali, na frente, era ele. E só ele. Eles se conheceram muito há muito tempo, tanto tempo que já quase não se conheciam mais. Eles se olharam e o desejo se materializou num sorriso que paralisou o mundo por um segundo. A música parou de tocar e como uma avalanche o dito e o não-dito, o feito e o não-feito, todas as coisas mal resolvidas, incertas, queridas e temidas estavam suspensas no ar. A distância desapareceu e na mesa desfilaram dois anos em duas horas. Como se fosse a primeira vez os dois se viram, se desejaram, se conquistaram, se beijaram, se entregaram. Acharam o caminho incerto mais certo para o quarto dele. Perderam a hora, perderam a linha, perderam a vergonha, mas se encontraram um no outro e ela desejou nunca ter escolhido o inferno da certeza em detrimento da porta fechada que lhe parecia tão assustadora no passado. Parecia. Acordaram dia alto. Ela foi trabalhar. Ele precisava ligar para a namorada.

postado por: juli poppins 3:03 PM

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hikikomori



Eu só queria descobrir onde estão as chaves do meu quarto.

postado por: juli poppins 2:28 PM

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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Quando a gente acha que aprendeu alguma coisa, descobre que, na verdade, ainda não sabe nada.

postado por: juli poppins 5:22 PM

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Sexta-feira, Novembro 09, 2007

sem noção

Eu gosto de quase tudo e de quase todo mundo. Eu acredito em quase tudo e como quase qualquer coisa. Às vezes eu quase falo ou quase faço uma bobagem e na maioria das vezes eu quase não guardo rancor. Para mim, quase todas as pessoas são bonitas, boas, e quase todas as atitudes diferentes são interessantes. Quase. Não sei por que minha mãe insiste em dizer que eu não tenho parâmetro para quase nada.

postado por: juli poppins 2:22 PM

Passo a bola:


cuidado com o estresse!

Melhor chegar atrasado neste mundo
do que adiantado no outro.

postado por: juli poppins 2:16 PM

Passo a bola:


Quinta-feira, Novembro 08, 2007

mandinga



Santo Antônio, o senhor vai me desculpar, mas a única simpatia para arrumar namorado na qual eu acredito é a simpatia da própria pessoa. Salve simpatia!

postado por: juli poppins 2:02 PM

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Todas as pessoas deveriam ser obrigadas a ler Quintana na escola. Muito mais importante do que decorar tabuada ou tábua de verbos é ter acervo suficiente para ver a vida sempre de forma diferente.

educação
mario quintana

O mais difícil, mesmo, é a arte de desler.

postado por: juli poppins 12:05 PM

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