Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Eu no orkut





Dias que passaram





Todo dia

.:A árvore:.
.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
.:Aqui tem Donna:.
.:Balaio de Idéias:.
.:Blues curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Depósito de Receitas Damasco:.
.:Infinito Particular:.
.:Manual Cerebral:.
.:Mentiras históricas:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Somewhere Only we Know:.
.:Trash:.
.:The Walrus:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007

dia das bruxas

Bruxas são aquelas mulheres que conseguem fazer de si mesmas as mulheres mais felizes do mundo. Todos os outros feitiços são apenas conseqüência disso.

postado por: juli poppins 6:01 PM

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Domingo, Outubro 28, 2007

premonição

Dizem que um dia, tudo se compensa: recompensa.

postado por: juli poppins 10:58 PM

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Quarta-feira, Outubro 24, 2007

sopro no coração



Eu gosto de lufadas de vento, daquelas que levantam saias, espalham papéis, bagunçam cabelos, apagam velas, espalham cheiros, batem portas e fazem redemoinhos no meio das ruas. Esses momentos são quando o ar, enfim, se enche de vida.

postado por: juli poppins 5:54 PM

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Terça-feira, Outubro 23, 2007

tia neusa

Parece que o mundo, hoje, acordou em reforma.

postado por: juli poppins 11:39 AM

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Enquanto não houver pistilos de açafrão, talos de alcaçuz, favas de baunilha e bulbos de capim-limão para todos não haverá uma sociedade realmente democrática.

postado por: juli poppins 11:38 AM

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aula de etiqueta

É preciso saber a hora de entrar e sair de uma relação. O modo como se faz isso também é muito importante: sutileza é fundamental. Insistir é a pior gafe que existe, não se usa mais isso há muito tempo.

postado por: juli poppins 11:33 AM

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Segunda-feira, Outubro 22, 2007

2 + 2 = 4



Na minha concepção, existem quatro (e só quatro) tipos de homens: os inimagináveis, os pegáveis, os namoráveis e os perigosos. Os inimagináveis são aqueles que nem passam pelo nosso pensamento (ou pelo menos não deveriam passar). Definitivamente eles não são uma opção. Coloco neste grupo os sem-educação, os sem-noção, os burros, os prepotentes e aqueles que usam pochete. Os pegáveis são aqueles que provocam na gente algo classificável como deslize. A gente sente atração, cai na tentação e corre pra decepção. Esses, geralmente, fazem o tipo lindo, tesão, bonito e gostosão. Só de olhar, todo mundo quer. O problema vem depois. Eles até falam, mas tenho quase certeza que nem eles mesmos entendem bem as palavras que vão além de cantadas criativas e, claro, previamente decoradas. São divertidos, mas têm um prazo de validade curtíssimo, tipo algumas horas. São transformados, ocasionalmente, em ficantes esporádicos. Mas nunca, jamais, vão ser promovidos a namoráveis. Os namoráveis são aqueles de quem a gente gosta de ficar perto. Normalmente, o primeiro passo para um carinha se transformar em um potencial namorado, é a amizade. Não tão amigo que deixe de ser pegável, não tão superficial que seja só pegável; ponto de equilíbrio, sabem como? Ele não precisa ser lindo-maravilhoso porque vamos sempre achar que o nosso objeto de desejo é o melhor e mais bonito homem do mundo, mesmo sabendo que ele não o é. Os namoráveis são companheiros, simpáticos com seus amigos, têm amigos e vida própria, uma família bacana, moram sozinhos, têm carro, um emprego legal, são divertidos, ouvem suas histórias, dividem seu passado, gostam de ir ao cinema, de tomar vinho em dias frios e sorvete em dias quentes, te levam pra jantar fora, pagam suas contas, dão presentes inusitados, gostam de você. O único problema com o ramo dos namoráveis é que geralmente eles já estão namorando. Os perigosos são aqueles por quem, certamente, vamos nos apaixonar, mas, racionalmente, não deveríamos fazer isso. Eles são encantadores e prendem nossa atenção ao primeiro olhar. Os perigosos sabem do que gostamos e exatamente o que queremos. Eles não precisam nos dar presente nenhum, uma frase num guardanapo de papel, vinda deles, é melhor do que um colar de brilhantes. Eles sempre ligam nos horários mais inusitados, te levam nos lugares mais românticos e somem com a mesma rapidez que aparecem. Isso faz desse tipo de homem o mais interessante: a necessidade da conquista. É preciso conquistá-lo todos os dias e, para isso, precisamos ser diferentes de todas as outras, precisamos ser melhores, mais inteligentes, mais bonitas. Ele precisa querer estar conosco. Passar por esses homens é uma fase perigosa, mas necessária. Todo perigo é um risco, mas quando percebemos a mulher na qual nos trasformamos para agarrar aquele homem inalcançável, vemos que, na verdade, ele é que não era homem merecedor do nosso amor. E a história continua, lembrando, sempre, que a ordem dos fatores não altera o resultado.

postado por: juli poppins 2:49 PM

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Quarta-feira, Outubro 17, 2007

rápido e rasteiro
Chacal

vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro, tiro o sapato
e danço o resto da vida

postado por: juli poppins 1:56 PM

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

postado por: juli poppins 12:14 PM

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Segunda-feira, Outubro 15, 2007

abrir os olhos



Deitar na cama de (com) alguém é muito fácil. O que a maioria das pessoas não percebe é que o amor só começa, realmente, quando levantamos dela.

postado por: juli poppins 12:01 PM

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fruto do pecado

Ir ao Rio traz sempre novas e surpreendentes descobertas. Desta vez isso aconteceu numa visita ao Jardim Botânico. Milhares de plantas, centenas de animais e algumas pessoas. Três delas: eu e um casal de amigos. Outras três: um senhor cor-de-rosa de cabelos bem brancos e duas... amigas? Uma morena, franja, cabelos longos e volumosos, repicados, usando mini-blusa branca e micro-short branco, pernas grossas, quadril imenso. Uma loira, cabelo ruim pintado de loiro carla-perez-no-início-da-carreira, comprido, mini-saia jeans e top vermelho, batom idem. Todos tiram fotos. No meio do Jardim Botânico, e acho que é bem no meio mesmo, tem uma linda fonte, rodeada de árvores antiquíssimas, com cem ou até duzentos anos, uma delas, um pau-mulato cujas raízes começam a buscar o solo bem acima de minha cabeça. O trio caminha na direção do monumento natural, o senhor cor-de-rosa de cabelos bem brancos senta-se num banco daqueles de praça e fica observando as duas amigas numa sessão fotográfica pra lá de inusitada. A loira e a morena jogam os cabelos para o lado, apertam os peitos, sobem a saia, agacham, viram de costas, fazem caras e bocas até que, por fim, literalmente "trepam" no pau (mulato, claro). Minha amiga, muito assustada, solta ingenuamente o comentário: "Eu sabia que no Rio tinha muita puta, mas não sabia que dava em árvore".

postado por: juli poppins 11:57 AM

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Terça-feira, Outubro 09, 2007

Estava sentada com alguns amigos numa mesa de bar quando ele chegou e cochichou ao meu ouvido. Era um senhor, com seus cinqüenta ou sessenta anos, bonito, aliás, bem interessante, cabelos brancos, blusa branca, bermuda de sarja, chinelo, visivelmente alcoolizado. Quer dançar comigo? Por um momento pensei ter confundido o que ouvi, pois o único som no ambiente era o barulho de todas as pessoas falando e rindo alto e ao mesmo tempo. Dançar? Mas que música? Aquela que eu vou cantar pra você. É claro que eu não dancei, mas agradeci com o meu melhor sorriso.

postado por: juli poppins 9:34 AM

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