Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
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.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Terça-feira, Março 20, 2007

Meu cunhado teve a audácia de pedir para tirarem o verde do pesto em um restaurante e achou ruim que o chef teve o bom senso de sugerir que ele pedisse outro prato. Depois, nós, cozinheiros, é que somos excêntricos.

postado por: juli poppins 9:41 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Março 14, 2007

sobre as coisas e suas inconstâncias

Eu sei que não devemos planejar muito. Nem planejar, nem esperar. Devemos deixar as coisas acontecerem. Mas o mais engraçado é que mesmo quando agimos assim, elas não acontecem como deveriam ou não deveriam ser. Aquela história também de nunca esperarmos o pior, balela. Sempre esperei o melhor e, até hoje, o melhor continua por vir. Eu sou uma sonhadora. Isso é fato. Fato e defeito. Sonho com coisas que durem para sempre e esqueço de que tudo no mundo é perecível, o que inclui o ar que respiro, a água que bebo e a terra em que piso. Seria isto o fim dos tempos? A não espera pelo amanhã. E o amor continua sendo pra mim uma fábula. Quantas vezes é preciso bater a cabeça na parede para se aprender a olhar para o chão enquanto se anda? Meu condicionamento é falho, assim como não gosto de regras e de leis, nem mesmo aquela da gravidade, acabo fazendo de tudo desordenado demais. A ordem do caos. Mais uma vez e sempre me vejo na mesma situação: o que fazer? Juntar tudo, colocar na trouxa e continuar errante, errando... Até quando? Será que é pedir demais pedir pra ser de verdade, dos dois lados, até o fim, pelo menos uma vez? E que essa vez seja agora? Hoje faz sol lá fora, um sorriso do dia pra mim, de mim. E esse agora que não termina nunca, que está sempre começando. Viver é terrivel, terrivelmente delicioso. Sou facilmente enganável por olhos que assim como o sol vejo sorrir, por lábios que sinto beijar, por mãos que me esquentam... Eu sempre, sempre, sempre me apaixono quando não deveria, na verdade, eu nunca sei se alguma dessas vezes eu não deveria, porque também desisto de continuar e, num átimo de segundo, desapaixono. Retrocedo, tiro o time de campo, deixo livre... para que então não volte para mim. No dia que descobri meu valor, descoberta bem demorada e dolorosa essa, descobri também que não mereço menos do que aquilo que desejo. Se posso desejar, posso viver. Mas enfrentar isso é desfazer de todo o resto que poderia ser. E quando saber? Não se sabe, se vive. E voltamos ao início, o que é meu já era sempre de alguém, que não desiste. E eu, passo a minha vez. Não é justo, mas é muito sincero isso. Sim, eu também estou em busca de respostas.

postado por: juli poppins 8:57 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Março 08, 2007

parabéns pra quem?



Ser mulher hoje em dia não é fácil, aliás, taí uma tarefa que nunca foi fácil. Se antigamente a mulher era obrigada a ser submissa, a aceitar condições e situações como a escolha por terceiros do próprio casamento, se não podia trabalhar fora, desquitar, votar, hoje ela é escrava da própria independência. Somos todas obrigadas a ter um bom emprego, ser boa esposa, boa mãe, boa dona-de-casa e, sobretudo, ter a bunda no lugar, não ter celulite, manter cinturinha de pilão, os cabelos bem alinhados e estarmos sempre bem vestidas. Furou o pneu do carro, a gente troca. A lâmpada queimou? A gente arruma. Consertamos televisão, chuveiro e até a privada do banheiro. E tudo isso por quê? Porque algumas mulheres insistem em ser mais do que podem. Nietzsche já matou o Deus e inventou o super-homem, e agora, quem vai ser preciso pra desinventar essa super-mulher que morre todos os dias de estresse, depressão, AVC, síndrome do pânico, frustração e sei lá mais o quê. Tudo o que a mulher precisa é ser feliz, e não acredito que ela assim o seja tentando ser tudo ao mesmo tempo. É impossível! Se ela escolhe trabalhar todos os dias em período integral não pode querer ser uma ótima mãe, deve, no mínimo, almejar encontrar uma ótima babá ou uma escola onde seu filho possa passar todo o tempo aprendendo inglês, francês, computação, artes e a ser independente para que jamais precise desta mãe ausente. Não é vergonha ser feminina, gostar de casa, cuidar da prole, do marido, da mesma maneira como não é vergonha ser inteligente, estudada, atrevida e audaciosa. Mas é preciso saber que cada história tem seu tempo, seu lugar e seu preço, diferente do que todo mundo pensa, essas duas porções não coexistem, elas são contrárias, e também não é nenhuma vergonha escolher um ou outro. A realização é muito diferente dessa histeria feminina de querer ser mais macho que muito homem. Neste Dia das Mulheres, infelizmente, eu só tenho a lamentar que minhas companheiras defendam tanto algo que não lhes pertence. E isso não é nenhuma apologia à soberania masculina, é só uma tentativa de retomar a minha consciência "mulherzinha" e admitir que eu sou inteligente demais para assumir que tenho saudades da época em que a mulher podia ser mais mulher, e isso não era nenhum defeito.

postado por: juli poppins 10:04 AM

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Quarta-feira, Março 07, 2007

A lua, carente de amor, mingua.
Cheia dele, amante, transborda.
Enciumada, eclipsa.

postado por: juli poppins 8:50 AM

Passo a bola:


Dias quentes esquentam a cabeça, esquentam o corpo, esquentam os pensamentos. É como se a luxúria fosse instituída por decreto do sol. E os corpos despidos, molhados de suor e desejo, transpiram o dourado dos raios (até nas peles mais alvas e nos olhos mais claros), desfilam pelas ruas semi-nus num bailado de liberdade. Através da arte lutamos pelo direito de nos livrar das amarras sociais que transformam roupas em camisas de força e vontades em vergonhas. Mas Ícaros que somos, ignoramos nossas asas de cera e vamos de encontro ao perigo. José, para onde?

postado por: juli poppins 8:43 AM

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Segunda-feira, Março 05, 2007

animal sentimental

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Mas será mesmo que precisamos carregar nas costas a cruz dos anseios infundados e da frustração alheia? Castrar nossos desejos para realizar a felicidade de alguém é o mesmo que passar a história adiante, manter artificialmente leve uma consciência que carrega, no mínimo, duas culpas. Adiar uma conversa, um término, um gesto de sinceridade ou até um sofrimento só potencializa as mágoas. É muito covarde não ser, quando tudo o que precisamos é viver.

postado por: juli poppins 8:18 AM

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