Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Sou muito mais quando do que quanto.
postado por:
juli poppins
8:25 AM
Passo a bola:
Terça-feira, Novembro 28, 2006
a morte é aquilo que me faz viver
Sempre tive medo da morte, talvez daí venha minha urgência em viver. Viver agora, o presente, hoje, antes que passe, o que, aliás, agora, já passou. Tenho necessidade de viver este amor, fumar este cigarro, comer este doce. Ser compulsivamente feliz e só parar amanhã, dia que nunca chega porque vai ser sempre amanhã. Hoje eu tenho ânsia de ouvir, abraçar, olhar, cheirar, coisas todas urgentíssimas e que não, não podem esperar. Não posso te ligar daqui a pouco, não posso voltar amanhã, não posso te amar depois, só posso agora. Amanhã é dia de quem não vive, é dia de quem espera. E como é que eu posso esperar se a vida não deixa de acontecer nem por um segundo, como o leite fervendo não espera para derramar, como a vela acesa fatalmente vai se apagar, como um coração, que bate assim como o meu, pode, de repente, parar? É preciso aproveitar o clima enquanto existe, beber o vinho resfriado e o café enquanto está quente. É preciso, é urgente, é necessário. A carta de amor não enviada vai ser sempre o sentimento guardado. Escrito, Documentado. Envelopado. Selado. Abortado. A boca que espera o beijo beijará outra boca depois do beijo não dado. E suas mãos procurarão outras mãos depois dos meus braços cruzados. É preciso ser sincero como se respira, naquilo que falamos e naquilo que vivemos, naturalmente, com a intensidade que exige cada momento. É preciso suspirar por aquilo que já nos fez ou nos fará arfar.
postado por:
juli poppins
10:19 AM
Passo a bola:
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
viagem
As ruas passam. As casas passam. A paisagem passa. As pessoas passam. O tempo passa. Tudo passa. A gente espera. A gente pensa. A gente muda. A gente passa. As coisas, na verdade, continuam todas no mesmo lugar.
postado por:
juli poppins
4:41 PM
Passo a bola:
Sexta-feira, Novembro 17, 2006
Quando paro de pensar nele, penso no meu dedinho mindinho do pé esquerdo. E como dói esse exercício...
postado por:
juli poppins
9:38 PM
Passo a bola:
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
sobre as coisas e suas inconstâncias
Eu sei que não devemos planejar muito. Nem planejar, nem esperar. Devemos deixar as coisas acontecer. Mas o mais engraçado é que mesmo quando agimos assim, elas não acontecem como deveriam ou não deveriam ser. Aquela história também de nunca esperarmos o pior, balela. Sempre esperei o melhor e, até hoje, o melhor continua por vir. Eu sou uma sonhadora. Isso é fato. Fato e defeito. Sonho com coisas que durem para sempre e esqueço de que tudo no mundo é perecível, o que inclui o ar que respiro, a água que bebo e a terra em que piso. Seria isto o fim dos tempos? A não espera pelo amanhã. E o amor continua sendo pra mim uma fábula. Quantas vezes é preciso bater a cabeça na parede para se aprender a olhar para o chão enquanto se anda? Meu condicionamento é falho, assim como não gosto de regras e de leis, nem mesmo aquela da gravidade, acabo fazendo de tudo desordenado demais. A ordem do caos. Mais uma vez e sempre me vejo na mesma situação: o que fazer? Juntar tudo, colocar na trouxa e continuar errante, errando... Até quando? Será que é pedir demais pedir pra ser de verdade, dos dois lados, até o fim, pelo menos uma vez? E que essa vez seja agora? Hoje faz sol lá fora, um sorriso do dia pra mim, de mim. E esse agora que não termina nunca, que está sempre começando. Viver é terrivel, terrivelmente delicioso. Sou facilmente enganável por olhos que assim como o sol vejo sorrir, por lábios que sinto beijar, por mãos que me esquentam... Eu sempre, sempre, sempre me apaixono quando não deveria, na verdade, eu nunca sei se alguma dessas vezes eu não deveria, porque também desisto de continuar e, num átimo de segundo, desapaixono. Retrocedo, tiro o time de campo, deixo livre... para que então não volte para mim. No dia que descobri meu valor, descoberta bem demorada e dolorosa essa, descobri também que não mereço menos do que aquilo que desejo. Se posso desejar, posso viver. Mas enfrentar isso é desfazer de todo o resto que poderia ser. E quando saber? Não se sabe, se vive. E voltamos ao início, o que é meu já era sempre de alguém, que não desiste. E eu, passo a minha vez. Não é justo, mas é muito sincero isso. Sim, eu também estou em busca de respostas.
postado por:
juli poppins
3:06 PM
Passo a bola:
Terça-feira, Novembro 14, 2006
Estou tão perto do mar que me sinto com os pés no céu.
postado por:
juli poppins
11:44 AM
Passo a bola:
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
sobre a descoberta da invenção
A gente só descobre aquilo que já era, o novo, a gente inventa. A lagarta se descobre borboleta, o homem inventa a metamorfose. Sendo assim, o homem inventa palavras, para as coisas que cria e os sentimentos que descobre.
postado por:
juli poppins
11:16 AM
Passo a bola:
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
Minha alma canta / Vejo o Rio de Janeiro / Estou morrendo de saudades / Rio, seu mar / Praia sem fim / Rio, você foi feito prá mim / Cristo Redentor / Braços abertos sobre a Guanabara / Este samba é só porque / Rio, eu gosto de você / A morena vai sambar / Seu corpo todo balançar / Rio de sol, de céu, de mar
Tom Jobim, Samba do Avião
Acho que eu estou amando o Rio de Janeiro. Ou seria melhor dizer que eu estou amando no Rio de Janeiro?
postado por:
juli poppins
4:17 PM
Passo a bola:
Quarta-feira, Novembro 08, 2006
uroboro
Acho que eu sou uma alma circular.
postado por:
juli poppins
2:22 PM
Passo a bola:
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
E não é que quando a gente tem um sonho o universo inteiro conspira a nosso favor?
postado por:
juli poppins
12:42 PM
Passo a bola:
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Todo dia é Dia das Bruxas!
postado por:
juli poppins
9:07 PM
Passo a bola: