Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Eu no orkut





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.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
.:Aqui tem Donna:.
.:Blues curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Depósito de Receitas Damasco:.
.:Mentiras históricas:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:A árvore:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, então esta aí é para você, menina grande, ou melhor, pequenininha, minha gafanhota preferida, mãe de gato, mulher biba, rainha do pedaço, doce, sincera (íssima), divertida, inteligente, por essas e outras, eu digo: minha melhor amiga. Algo que nem o tempo nem a distância separa, que me deixa sempre com saudades... dos nossos planos, passeios, das conversas sem assunto, das cervejas na padaria, dos sanduíches de pão de queijo, das viagens para Atibaia, dos seus dias de mal humor, das incursões pelo centro histórico, da sua afinidade com o Beto (isso era muuuuuuuito engraçado, não por você, mas por ele), das fotos que não tiramos, da época em que sonhávamos com máquinas, de ver estréia no cinema, de esperar amores perfeitos, de terminar os dias num pub, de morarmos perto, pelo menos na mesma cidade. Se existe um bom conceito de amizade, ele se traduz em você, Poletes, Phibes, Paula, Paulinha.


eee

postado por: juli poppins 8:48 AM

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Terça-feira, Agosto 29, 2006

e um... e dois...

Tá, e Dona Vanda entrou para academia. Depois de três semanas ela chegou em casa muito feliz, como acontece sempre que ela vai malhar, com os progressos que tem feito: "Hoje ninguém precisou me ajudar a fazer meus exercícios", "Já estou na minha segunda ficha", e assim por diante. Um dia, o motivo da euforia era o braço. "Ju, olha". Deu tchauzinho para um lado, para o outro, para um lado de novo e para o outro de novo. "Olha o que, mãe?" "Meu braço. Viu como já está bem mais duro? Eu morria de vergonha dele. Mas sabe, o mocinho da academia disse que nos primeiros três meses vou sentir muita diferença, mas que depois estabiliza, aí fiquei mais calma. Deixei bem claro para ele que eu não quero ficar como aqueles homens que têm o braço da grossura da minha barriga e puxam até avião."

Será que ela achou que existia essa possibilidade? Ai minha mãe... Minha mãe... É a mulher do meu pai.

postado por: juli poppins 7:34 AM

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Domingo, Agosto 27, 2006

viver é muito perigoso
escrito no Rio, há duas semanas



Um português de 19 anos foi assassinado em um assalto na praia de Copacabana. Hoje ele estaria em Fernando de Noronha. Eu, no Forte, escritório improvisado, vejo o Pão de Açúcar e as crianças de uma escola pública que, organizadas na sua desordem, repetem "boa tarde" e permanecem estupefatas com a vista que têm do mar que é de todos. Um amigo costuma dizer que do seu apartamento na Avenida Atlântica ele tem vista para os que têm vista para a praia. A natureza é democrática, os homens não. Ainda nem são meio dia, não é boa tarde e sim bom dia - corrige a professora. Bom dia, senhora! Os homens aqui são militares sincronizados que se afastam para a passagem das crianças. É o império da infância, soberana, esplendorosa, inocente, que sem arma alguma ainda não sabe que já venceu a primeira batalha: a de sobreviver neste país em que milhares e milhares de recém nascidos morrem todos os dias. São as flores que brotam do asfalto, ainda veneram a pátria que dorme em berço esplêndido. Na Confeitaria Colombo, salgados e doces nas vitrines, biscoitos de leques nas latas, expresso em três xícaras, garçons lentos e eu me lembro que não fui ao cinema esta semana e nem entreguei minhas pérolas para Iemanjá. Êta vida besta, meu Deus...

postado por: juli poppins 12:52 PM

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Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Será que todo mundo pensa bobagem quando fica muito tempo sozinho?

postado por: juli poppins 11:31 AM

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Quarta-feira, Agosto 23, 2006

sobre o nada que sei do amor
ao rafa



Sabe, quando acaba a tempestade e os barcos se acomodam novamente nas águas é que podemos ver os contornos. Outras navegações, as ilhas, o céu, um porto, e, ao longe, a linha do oceano. Os mapas são feitos também para saber com clareza onde não queremos chegar, onde não queremos estar. As águas agora calmas não se parecem com as mesmas a pouco revoltas. Espuma. Podemos olhar pra trás e ver o caminho percorrido, mas para frente haverá ad eternum o infinito com todas as suas possibilidades. E como são belas as duas visões. No fim, o mundo será sempre redondo.

postado por: juli poppins 8:03 AM

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Terça-feira, Agosto 22, 2006

egoísmo amoroso
O nosso amor é sempre mais.
Mais forte, mais intenso, mais dolorido, mais longo, mais verdadeiro.
Maior.
Só porque é nosso.



bebendo o defunto
Como não sei fazer exorcismos, toda vez que o fantasma de um amor me aparece, convido-o para sentar-se à mesa.

postado por: juli poppins 7:45 AM

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Domingo, Agosto 20, 2006

pescaria
Um amor antigo é um cárcere. (Petrônio)



Preciso, urgentemente, exterminar as minhocas da minha cabeça. Esse é o problema da terra fértil, nem é preciso plantar: tudo dá.

postado por: juli poppins 11:59 PM

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Terça-feira, Agosto 15, 2006

coisas boas de se viajar sozinha

1. Atualizar a coleção de auto-retratos.
2. Conhecer um monte de gente.
3. Não ter hora marcada nunca.
4. Ter tempo sempre.
5. Tirar fotos da própria sombra.
6. Não ter que dividir os pratos gostosos.
7. Acordar cedo e pular da cama.
8. Aceitar convites.
9. Gastar mais dinheiro em lembrancinhas do que em restaurantes.
10. Be happy full time.

Por favor, não precisam me lembrar das coisas boas de se viajar acompanhada, obrigada. Além do mais, amigos fazem tudo aquilo ali em cima ficar dez vezes mais divertido, jogam ping-pong, elogiam sua comida e sempre ficam assistindo televisão até voce dormir. Quem sente falta de um cafuné? Eu?!?

postado por: juli poppins 2:57 PM

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Quinta-feira, Agosto 10, 2006

um dia de praia
Porque as coisas não falam, e estão muito bem assim. Algumas pessoas também não deveriam falar, e, aí sim, seriam tão boas quanto as coisas. A breve história do meu amor e ódio pelo Rio ou pelos cariocas.

porra tá calor pra caralho hoje caraca mané porra essa praia tá muito cheia mermão olha só cambada de vagabundo porra ninguém trabalha nesse lugar caralho me dá maix uma gelada aê cupanhêro porra assim dá pra pegá uma cor manera até o fim de semana heim eu não goxto de protetor saca fui passar o carnaval em cabo frio e voltei bem preta daí curti unx trêix dias de cor aqui coloquei aquela minha mini rosa beim clarinha saca e fui pruma fexta maneira porra num goxto de protetor daê encontrei com o luciano vinu pra cá porra falei cum ele que a galera ia tá toda aê mas sei lá saca acho que quando rola essas coisas porra nem tem que ver sacô traiu purque quix valeu tô fora dessas parada mermão porra tá fervenu aqui heim brother vai rola o que na casa do cara a mãe dele viajou porra ela se fudeu heim caraca vamu encontrá todo mundo e ficá bebaço antex daí da pra num gastá grana nenhuma porra ia sê maneiro

Amigos cariocas, desculpem-me, isso com certeza não é uma generalização. A grosso modo, é uma pura, simples e infeliz transcrição.

postado por: juli poppins 6:30 PM

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Quarta-feira, Agosto 09, 2006

coisas de pedro

Ouvi rumores de um caso de amor
entre o ar condicionado e o computador.

postado por: juli poppins 7:04 PM

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Domingo, Agosto 06, 2006

céu de brigadeiro



Nenhum céu mais bonito que o de Secretário em noite fria de lua crescente, depois de uma garrafa de vinho e duas semanas de chuva, visto da cachoeira. Só nele pode-se ver, sem muito esrforço (esforço algum), mais de quinze Três Marias.

postado por: juli poppins 6:55 PM

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Quinta-feira, Agosto 03, 2006

piada sem graça

A vida é mesmo muito engraçada. Engraçada não é a palavra ideal, digamos que a vida é mesmo muito divertida. Fico imaginando o que passa pela cabeça dos suicidas. Seria algo parecido com: parei de brincar?!?

postado por: juli poppins 4:26 PM

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Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Foi assim: eu dentro do carro, ele andando na rua. Os mesmos cabelos, passo agitado, camisa azul, calça jeans, mochila nas costas, óculos emoldurando os olhos. Olhos que não vejo mais. E o instante, muito breve para um sorriso. Então vem Quintana, martelando-me na cabeça: eu, agora - que desfecho! / já nem penso mais em ti... / mas será que nunca deixo / de lembrar que te esqueci?

postado por: juli poppins 8:50 AM

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