Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


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Sábado, Janeiro 28, 2006

Ainda não sei ao certo onde me perdi nesta estrada, mas é tão bom me reencontrar!

postado por: juli morré 10:13 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Andando na Rua Curitiba, hoje, vi um louco, velho, sujo, barbado, daqueles que costumam estar quase que jogados pelos becos e portas centrais, daqueles que geralmente nos despertam a solidariedade, dão dó... mas este era diferente, me fez rir. Ele gritava assim: "Descobri que vou ser pai. Pai. Pai de uma dessas puta véia da noite que fica jogada por aí. Olha bem se isso é ser pai? Na verdade eu acho que isso é páia."

postado por: juli morré 12:51 PM

Passo a bola:


Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

by bruno

Esta é velha, mas é boa. Não consigo tirar minhas lentes sem me lembrar disto: "Ju, você é a única mulher que eu conheço que não fica parecendo mais inteligente de óculos. Fica assim, tão bonitinha, que no máximo parece a Sandra Bullock fazendo papel de mocinha intelectual." Aliás, eu nunca vi isso. Alguém já viu?

postado por: juli morré 2:28 PM

Passo a bola:


Hoje, no centro, o termômetro marcava 38ºC. Imagine isso para quem já tem labaredas na cabeça.

postado por: juli morré 2:21 PM

Passo a bola:


Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

urubuir

Hoje, meu pensamento está voando em alturas de avião não ir.

postado por: juli morré 12:16 PM

Passo a bola:


Domingo, Janeiro 22, 2006

Eu acredito em inferno astral.

postado por: juli morré 5:15 PM

Passo a bola:


Sábado, Janeiro 21, 2006

A menina havia esperado dezenove dias por aquele momento. E esses dezenove dias podiam ser vinte e sete anos. Ele estava viajando enquanto ela arrancava os fios de cabelo, um a um, e colecionava, além de saudades, palavras que nasciam na tela do computador, no visor do celular, nas páginas soltas dos cadernos.Enquanto perdia a linha, ia tecendo várias histórias que nunca aconteceriam, ia bordando viagens que não fariam e cerzindo um sem-fim que acabaria logo logo. Sem sereias, marinheiros encantados, casa em Olinda, Paraty, licor de cajá, lembranças no meio da noite, avisos repentinos, e você é linda ao pé do ouvido. Ela não queria saber que seria assim. Ela queria que não fosse, aliás, queria era que tudo bem fosse. Se no começo ela teve medo de se entregar, agora ela tinha medo de perdê-lo. Será que já haviam se perdido?

postado por: juli morré 9:32 AM

Passo a bola:


Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Ninguém pode dar para alguém aquilo que não tem.

postado por: juli morré 7:25 PM

Passo a bola:


Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

É, estamos em 2006. Demorei para escrever aqui porque na verdade as coisas ainda estão se acomodando dentro de mim, como se eu acabasse de passar por um terremoto. 2005 foi muito importante, marcado por decisões, escolhas, sofrimentos, momentos de extrema alegria e aprendizagem. O ano de 2006 será mais importante ainda, tenho certeza, porque já começou na realização de um grande sonho. Saí do colégio, voltei a estudar. A professora, agora, quer cozinhar. Na primeira semana de janeiro começou o meu curso de cozinheira na SENAC, e de repente eu me vejo de novo muito feliz! Não conseguia mais imaginar minha vida como estava, eu não mais me via. Eu era um poço repleto de anseios dos outros e com um balde de saudade de me ser. Minha alma, parecia, estava dando eco. Oca. Às vezes acontece isso, e eu fico com preguiça, vou perdendo a alegria, perdendo um quê que tenho nos olhos que não sei descrever, mas que é meu e eu bem sei quando está lá. Olho no espelho, pisco algumas vezes, e vejo no brilho do olhar as viagens que não fiz, as pessoas que quero fazer felizes, os pequenos caprichos do dia-a-dia, os presentes ainda na idéia, as surpresas por viver. Quase sinto um cheiro de lembrança, de comida ainda quente na panela, um abraço apertado de costas, um beijo de leve na boca. Sei que ainda falta alguma coisa ser inteira, alguma coisa ser completa. Mas também sei que talvez isso esteja mais próximo do que eu possa imaginar. Um brinde ao futuro, e a tudo aquilo que eu quiser fazer dele!

postado por: juli morré 5:58 PM

Passo a bola: