Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
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.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Sexta-feira, Setembro 30, 2005



Tem coisa com mais cara de fim de semana do que eu e a Branca?

postado por: juli morré 11:05 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Setembro 29, 2005

Tudo o que eu preciso hoje é de uma massagem nas costas, uma piscina, um banho de ofurô e umas garrafas de prosecco. Viram?!? Nasci pro Big Brother.

postado por: juli morré 7:43 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Pense bem, sou fashion desde pequena. Só ia às aulas de Educação Física de Adidas e All Star.

postado por: juli morré 11:07 AM

Passo a bola:


Terça-feira, Setembro 27, 2005

As palavras eram estas: "Aconteça o que acontecer". Então, que aconteça o que acontecer. Mas não é sempre que acontece exatamente o que acontece?

postado por: juli morré 2:44 PM

Passo a bola:


Segunda-feira, Setembro 26, 2005

apesar de você amanhã há de ser outro dia

Se existe algo que me mata (e me mata) é insegurança. Eu sei, preciso confiar em mim, naquilo que sou, naquilo que luto para ser e construir, naqueles que querem estar comigo, mas às vezes é quase impossível. Pequenas feridas, palavras jogadas, latejam, coçam suas cascas. Não foi nada é muito para se dizer depois, e apesar de qualquer coisa que pode acontecer já é coisa demais. Eu não quero fazer amor com uma pedra em cima do meu peito, sem conseguir respirar. É como viver com o choro preso na garganta e o riso contido. Não sou eu. Tantas coisas são fáceis de se falar, difíceis de se ouvir e duras de acreditar. Se dependesse só de nós, saberíamos que pelo menos alguém nesta vida terminaria feliz. Eu queria ser narradora onisciente da minha trajetória. Não sou, escuto ao telefone. Ou vive comigo, ou me deixa. Ou acredita comigo, ou esquece. Ou ama agora, ou nunca mais. De novo, não. Nunca apesar de...

postado por: juli morré 10:00 PM

Passo a bola:


se limita
quem
se limita

Jandira Miniguelli

postado por: juli morré 4:09 PM

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Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Dia lindo de sol!
Passou.

postado por: juli morré 11:42 AM

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Terça-feira, Setembro 20, 2005

sobre homens e animais e homens

Eu tenho tpm. Tenho sérias crises de tpm que sempre me deixam em crise. Fico triste, deprimida, chorosa, precisando de atenção e carinho, o que na verdade não difere muito de como sou normalmente. Tenho pensado demais nas coisas que quero e naquelas outras que não tenho certeza se seriam assim se eu as quisesse um dia. Eu sou muito intensa, me entrego e gosto de construir: cafés, bistrôs, realidades, jantares, taças de vinho, dia-a-dia. Queria alguém que me quisesse assim. Eu sempre imaginei fazer parte dos sonhos de alguém, mas me sinto por fora, excluída. Não faço parte dos planos para as férias, do final de semana, do aniversário da amiga, da viagem, do show de oitenta reais. Não cabem nos meus pés os sapatos que economizei tanto para comprar. Queria sentir. Um carinho gratuito, um tempo para o meu umbigo, um cuidado despropositado, um cafuné, um telefonema fora de hora, mil beijos apaixonados, um e-mail no meio da tarde. Por que tanta coisa me sufoca? Por que eu preciso tanto ouvir? Por que meu coração não se acalma, não se cansa, não se satisfaz? Tudo o que tenho é um cachorro que não é mais meu e também não tem dono, assim como eu. É mais fácil desistir do que tentar de novo, mas é difícil conviver com a desistência. Pareço uma cega estendendo as mãos. Não sei se acendo uma vela ou se carrego minha cruz, fazendo novenas para um santo que dentro de mim ri com o canto dos olhos e diz: é devagar, criança. Mas eu não sei se tenho tempo de sobra, se tenho tempo a perder. Tenho tempo além de hoje, depois de agora? Meu tempo não para, nem sei se existe. Resiste?

postado por: juli morré 9:20 PM

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missilvia

E a Silvinha, de volta de Londres, senta ontem na mesa do bar, depois de contar que não só conheceu como olhou nos olhos de Deus na Inglaterra (na verdade ela ia fazer uma massagem no amigo dele), abaixa a voz e diz assim: Eu não sou louca. Tudo o que eu vejo eu pergunto para todo mundo se eles viram também.

*****

Aniversário da Querou, lançamento do livro do Bala, e eu que recebo de presente uma linda dedicatória no meu Bala 60, escrito assim: Beleza que ninguém tira / Beleza de dar tonteira / Beleza lá de Itabira / De Juliana Ferreira.

postado por: juli morré 8:50 PM

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Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Engraçado, eu vivo cheia de planos. Mas isso não é o engraçado da história. O mais engraçado, mesmo, é que eu vivo tentando me encaixar dentro deles.

postado por: juli morré 12:39 AM

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cinco formas de amar

Tem gente que é fiel. Tem gente que trai. Tem gente que abstrai. Tem gente que escreve sobre isso.

postado por: juli morré 12:38 AM

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Quinta-feira, Setembro 08, 2005

Eu sou de estações. Às vezes meus verões e meus invernos são muito mais violentos e turbulentos do que os furacões e as tempestades reais de granizo. Me exponho, me mostro demais. Depois, entro na caverna, mergulho em mim e afasto o outro. E assim vou sendo-me, indo. Caminho pisando em folhas verdes caídas no chão. É como se um tapete de esperança morta insistisse em existir sob meus pés, vestígios da noite de ontem. Meus e deles. Dos outros. As pessoas também chovem, as pessoas lançam raios e descargas elétricas, técnicas, táteis, eróticas. Reclamo de tempo sem quebrar meus relógios: preciso soltar as amarras. Preciso de mais algemas. Preciso manter meu lugar no bonde que leva à descoberta. O céu não tem limite. Sigo descobrindo, perdendo celular, ganhando horas de sono, perdendo a cabeça, ganhando momentos intermináveis. Perdendo o juízo. Ganhando mais um dia. Mais um. Mais um. Mais um. Mais. De um.

postado por: juli morré 10:31 PM

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Domingo, Setembro 04, 2005

A imaginação cria. O desejo aproxima. A fé realiza.

postado por: juli morré 8:18 AM

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Quinta-feira, Setembro 01, 2005

É engraçado como a gente sempre perde moedas e encontra clips pelo chão.

postado por: juli morré 9:29 PM

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