Explicando o inexplicável
Carinho: Presente enviado pelo coração cujo portador pode ser mão, boca, gesto ou palavra.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Eu no orkut





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.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dar?:.
.:Aqui tem Donna:.
.:Blues curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Mentiras históricas:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:A Poison Tree:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Segunda-feira, Agosto 29, 2005

Eu não sei se esta noite fez mais calor fora ou dentro de mim.

postado por: juli morré 8:11 AM

Passo a bola:


Sexta-feira, Agosto 26, 2005

ser eterno
pensando em dizer, lembrando de fazer

É bom quando a gente descobre que pode ser de novo e todo o tempo e todo dia aquilo que sempre havíamos sido: felizes! Como se fosse a primeira e a última vez.

postado por: juli morré 11:09 AM

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Quinta-feira, Agosto 25, 2005

hai kai

O que fazer
Se meu amor
Não acredita em amor?

postado por: juli morré 7:11 PM

Passo a bola:


Eu amo dias lindos de sol!

postado por: juli morré 7:47 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Hoje faz dois meses. Doze dias depois do dia 12 de junho, lembro-me muito bem. Talvez seja hoje também um ótimo dia para eu deletar do meu celular duas mensagens enviadas que eu havia guardado como marco de início e fim. [Depois deste carnaval, minha cama nunca mais será a mesma. Bêjus.] [ Eu sei que tenho meus defeitos, meus dias ruins, fico cansada, com preguiça... mas tem coisa que eu não sei, só sinto. Me ajuda a cuidar da gente, pra sempre, por favor! ] Opções. Excluir. Sem marco, sem tempo, sem hora, sem até quando, até quando for.

postado por: juli morré 1:01 PM

Passo a bola:


Às vezes eu tenho uma vontade louca de comer kani. Outras vezes, de comer risoto. Pizza, massa, frutos do mar. Mas o pior de tudo é quando tenho uma vontade incontrolável de morder, degustar, provar, cheirar, lamber, beijar, amar pessoas.

postado por: juli morré 1:08 AM

Passo a bola:


Terça-feira, Agosto 23, 2005

E melhor do que um sábado e um domingo perfeitos, é ter ainda uma segunda perfeita. Vivi momentos intensos este final de semana. Instantes de dor, de espera, de saudade, de vontade, de angústia, de experiência, de primeira vez, de fantasia, de pele, de corpo, de alma, de procura, de entrega, de encontro, de desencontro e, no fim, de certeza. É enlouquecedor tudo isso. Ainda mais tudo isso junto. É maravilhoso, é fascinante, ao mesmo tempo que é assustador, ameaçador. De repente a gente está preso, mesmo sem querer, à própria teia que tecemos. E o coração pulsando rápido, a pele suando quente, os olhos vidrados de desejo, os cabelos amarrados na nuca, o corpo solto no espaço. De repente, não mais que de repente.



Ainda Vinícius...

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba não.

Senão, é como amar uma mulher só linda... e daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza,
qualquer coisa de triste,
qualquer coisa que chora,
qualquer coisa que sente saudade,
um molejo de amor machucado,
uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher,
feita apenas para amar,
para sofrer pelo seu amor e para ser só perdão. [...]

Porque o samba é a tristeza que balança,
e a tristeza tem sempre uma esperança,
a tristeza tem sempre uma esperança,
de um dia não ser mais triste não...

Feito essa gente que anda por aí brincando com a vida.
Cuidado companheiro!!
A vida é pra valer!!
E não se engane não.
É uma só.
Duas mesmo que é bom,
ninguém vai me dizer que tem,
sem provar muito bem provado,
com certidão passada em cartório do céu e assinada em baixo: Deus,
e com firma reconhecida.
A vida não é de brincadeira, amigo.
A vida é a arte do encontro,
embora haja tanto desencontro pela vida.
Há sempre uma mulher a sua espera,
com os olhos cheios de carinho,
e as mãos cheias de perdão.
Ponha um pouco de amor na sua vida [...]

postado por: juli morré 12:06 AM

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Domingo, Agosto 21, 2005

Um final de semana perfeito só podia terminar com um domingo perfeito.

postado por: juli morré 7:34 PM

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Sexta-feira, Agosto 19, 2005

Minha próxima aquisição: uma câmera digital.

postado por: juli morré 5:59 PM

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Quinta-feira, Agosto 18, 2005

Mais engraçado do que as flores foi um telefonema, de um "número confidencial", no meio da noite:

- Alô?
- Juliana?
- Sim...
- É... Você não me conhece, quer dizer, você não me conhece muito bem, mas... É... Bom... Queria saber se você recebeu as flores...
- Recebi, são lindas. Quem tá falando?
- Fui eu que mandei.
- Eu, quem?
- ...
Tum. Tum. Tum. Tum.

Detalhe: As flores vieram sem cartão e sem qualquer identificação, mas são gérberas, são coloridas e são lindas!

postado por: juli morré 7:18 AM

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Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Acho que Deus não achou justo eu ter ficado sem abraço ontem e me mandou flores hoje. Tá, não foi bem Deus quem mandou, mas o resultado foi divino!

postado por: juli morré 1:25 PM

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Ontem eu vi um casal se abraçando na rua, tanto, e tão forte, tão fundo e tão bom, que eu quase perguntei se naquele abraço não cabia mais um. Mas não, tem coisas que são só entre duas pessoas, mesmo quando parece que elas acolhem o mundo inteiro.

postado por: juli morré 6:26 AM

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Terça-feira, Agosto 16, 2005

Pronto, amiga!
Lay novo pra você. Demorou, mas saiu!
Agradecimentos super especiais aos meus queridos amigos Dani e Marcelo, que deram um help para ficar tudo certinho.
Karina

postado por: juli morré 10:38 PM

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Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Eu tenho esperanças tão infantis, inocentes, ingênuas e românticas que me peguei, esta noite, a pensar em quanto tempo demora para que elas amadureçam e eu aceite a realidade.

postado por: juli morré 1:27 PM

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Domingo, Agosto 14, 2005

Falar sobre pai, para mim, não é tarefa nem um pouco difícil. Tenho ao meu lado o melhor pai do mundo. Sei que você deve estar se falando a mesma coisa, mas não se engane. Eu tenho, realmente, o melhor pai que eu podia ter. Lembro-me até hoje das brincadeiras de criança, do roçar do bigode que vinha com os beijos apertados, de quando ele, na sua simplicidade, tirou o bigode e tentava esconder a boca com o guardanapo. Lembro do pai que soprava meu umbigo para me provocar cócegas, coisa que ninguém sabe, e só uma pessoa ousa a fazer hoje com todo o meu consentimento. Lembro do pai que tantas vezes viajava a trabalho e na volta trazia para nós o lanche do avião (sinalizando que a viagem havia sido curta) como o presente mais caro e precioso do mundo. Os abraços apertados, as conversas duras quando eu precisava, as palavras certas nas minhas horas incertas. E era para o meu pai que eu corria nos grandes dilemas da infância, da adolescência e agora, dessa menina-mulher que me transformei sem perceber mesmo quando: Pai, tomei um porre ontem! Pai, eu gosto tanto daquele menino! Pai, eu não tô conseguindo segurar... E foi com ele que eu chorei junto, e foi dele tantas quantas foram as minhas angústias, o colo que me socorreu, o sorriso que me recebeu e a voz severa, quando necessário, que me puniu com bondade e incerteza. Eu te ajudo filha, mas me promete uma coisa? Nunca esconda nada de mim. Não fui filha das mais fáceis de criar, depois de minha irmã fiquei ainda mais complicada, mas era meu pai que não deixavam mexer comigo, passarem-me pito ou dizer-me não sem o seu consentimento. Era sempre a ele que eu obedecia e ouvia. E depois das respostas sempre indubitáveis de minha mãe, corria para seu ombro a dizer: Não posso mesmo, papai? Ou então, só: Por quê? É ele meu diálogo, meu exemplo, de doçura e de caráter. Íntegro, sincero, humilde. Esse homem-moleque é um pedaço muito grande de mim, física a psicologicamente. Hoje, Dia dos Pais, quando fui para o hospital com meus quarenta e tantos graus de febre, eu disse: Pai, eu já volto! Não esquece que te amo, viu? Depois da consulta, exames e diagnósticos prontos, corro para casa, volto para a festa de família e qual não é minha surpresa ao ver o churrasco todo queimado, o fogo que não queria acender e meu pai (que é um exímio churrasqueiro) tremendo com os espetos na mão. Ju, ainda bem que você voltou ou ninguém aqui comeria carne. Foi o reclame geral. E meu pai, com os olhos cheios d'água (claro que um pouco de cerveja a gente perdoa) pegou minhas mãos e disse: Agora sim, vocês também podem comer. Meu pai me dá vontade de fazer família.

É por essas e outras que eu amo meu pai, e sei que não preciso de um dia em especial para dizer isso a ele. Mando bilhetes, escrevo cartões, compro presentes, coloco post-its, rabisco os espelhos. Peço ajuda, agradeço e peço perdão. Sem hora, sem data. Só por ele me respeitar mulher, quando quero sê-lo, e não me deixar de ver nunca menina, quando não sei outro modo de fazê-lo.

Outros pais que admiro e por quem tenho um carinho muito grande, em quem, se eu pudesse, daria hoje um abraço imenso: Ramom, Tio Cândido, Vovô Nicésio, Juarez e Sô Silvis.

postado por: juli morré 6:45 PM

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Quinta-feira, Agosto 11, 2005

Agora eu resolvi que vou deixar as coisas acontecerem. Pelo menos enquanto elas acontecem.

postado por: juli morré 7:44 AM

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Terça-feira, Agosto 09, 2005

Ponte. Estava hoje pensando em postar sobre palavras. Sempre posto palavras, mas pensei na palavra como tema. Ponte, por exemplo, pode ser de madeira, de pedra, de ferro, de concreto ou de sonhos. Está sempre ligando um ponto ao outro. Ponto de partida. Ponto de chegada. Ponto final. Reticências. Três eram os reis magos. Três formas de amar. Três os vértices de um triângulo. Três mosqueteiros. Divina Trindade. Divina decadência. Divina comédia. Inferno de Dante. Inferno na Terra. Céu e inferno. Antítese. Paradoxo. Metonímia. Meu gato subiu no telhado e quem não tem telhado de vidro que atire a primeira pedra, afinal, gato escaldado sabe num olhar se o tempo vai mudar, se vai chover. Chuva de prata. Chuva de pedra. Chuva de granizo. Chuva de granito. Ela é tão bonita que nem precisa ser inteligente: compra creme nas gônodas do supermercado e passeia de glândulas em Veneza. Não come carne e nem economiza papel perfumado. Olfato. Tato. Visão. Audição. Paladar. A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte. Televisão. teatro. Cinema. Pipoca. Mãos. Carinho. Beijo. Os brutos também amam. O bom, o Mau e o Feio. E se até Nietzsche chorou, porque haveria eu de segurar? Menos de mil e uma noites, mais do que uma vida em sete dias. Tudo, como se fosse sempre a primeira vez.

postado por: juli morré 7:14 AM

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Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Às vezes eu acordo e reluto em abrir os olhos porque sei que ao meu lado vou ter só um imenso travesseiro.

postado por: juli morré 6:28 AM

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Domingo, Agosto 07, 2005

Criei o hábito de comprar flores todas as sextas-feiras. Principalmente gérberas brancas (ou coloridas, depende do meu estado de espírito) e mini-rosas. Sabem que o melhor não é ver as pequenas rosas em botão nos jarros sábado de manhã, é vê-las abertas, lindas, em pleno domingo ensolarado.



E foda-se Arthur Schopenhauer e sua teoria de que todo início é o começo do fim. Tudo bem que nascer pressupõe morrer, mas as flores sempre me parecem muito mais felizes e bonitas aqui em casa do que na feira.

postado por: juli morré 8:47 AM

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Sábado, Agosto 06, 2005

precisa-se de bússola

Eu jamais brincaria de amor com as pessoas que não amo. Da mesma forma que eu jamais brincaria de não amar aquela pessoa que amo. Nunca desfiz de presentes, não escondi imãs, não queimei cartas, sequer guardei o porta-retrato. Nossas fotos continuam existindo, assim como meus planos. A visão da janela faz parte da minha sexta-feira. Mas tudo está fora de lugar (ou de contexto) agora, procurando espaço. O que antes era grande, foi mitificado imenso. Espero por sinais do tempo, uma estrela guia no céu, algumas pegadas no chão, uma mão sobre a minha. E eu, de olhos fechados.

postado por: juli morré 7:00 PM

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Quinta-feira, Agosto 04, 2005

home alone

Meus pais acabaram de viajar. Engraçado... eu, que sou uma menina tão independente, pra frente, cheia de tatuagens, adepta das madrugadas e de um bom papo, detesto ficar sozinha. Acho que o mal está em pensar demais. Muita gente há de dizer: mas isso é bom, é importante para você. Né não. É péssimo pra mim. Eu choro, me deprimo, fico de mal com o mundo. Medo? Insegurança? Carência? Ansiedade? Não sei, só sei que é assim.

não me deixe só
Vanessa da Mata

Não me deixe só / Eu tenho medo do escuro / Eu tenho medo do inseguro / Dos fantasmas da minha voz / Não me deixe só / Tenho desejos maiores / Eu quero beijos intermináveis / Até que os olhos mudem de cor / Não me deixe só / Que o meu destino é raro / Eu não preciso que seja caro / Quero o gosto sincero do amor / Fique mais que eu gostei de ter você / Não vou mais querer ninguém / Agora que sei quem me faz bem / Não me deixe só / que eu saio na capoeira / Sou perigosa, sou macumbeira / Eu sou de paz, eu sou do bem mas...

postado por: juli morré 8:54 AM

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Quarta-feira, Agosto 03, 2005

sobre ontem a noite

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E a menina acordou com uma vontade louca de se transformar no mar.

postado por: juli morré 10:58 AM

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Terça-feira, Agosto 02, 2005

As tragédias são muito engraçadas.

postado por: juli morré 1:25 AM

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Segunda-feira, Agosto 01, 2005

Eu prefiro não dormir do que ter pesadelos a noite inteira.

postado por: juli morré 7:53 AM

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