Explicando o inexplicável
Calúnia: Quando além de delator o mau-caráter ainda é mentiroso.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Eu no orkut





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.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
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.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
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.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Sábado, Abril 30, 2005

com que roupa eu vou

Eu adoro a diversidade, a possibilidade de mudanças, mesmo que diante de dois sorvetes de sabores diferentes eu não consiga escolher e fique com um de duas bolas. Acho fantástico poder escolher, e isso desde um simples par de sapatos ao Presidente da República, duas tarefas difíceis, mesmo com tanta discrepância de alternativas. Tenho mania de comprar três vestidos iguais, de cores diferentes, pelo simples prazer de poder escolher depois, entre uma roupa que me deixa bonita, a cor que me cai melhor naquele dia. Para isso preciso também de bolsas, cintos, sandálias, tiaras, brincos, lenços, tudo aquilo que combine ou não, mas sempre é necessário escolher. E escolher toma tempo. É um processo que começa nas vitrines das lojas, nas revistas entregues em domicílio, nas propagandas da televisão. Com o tempo nós sabemos bem aquilo que mais nos agrada, o melhor modelo de calça, blusa, calcinha ou tênis. Aquela fôrma é grande, o outro modelo é pequeno. Determinada marca passa ser a preferida. Assim também acontece nos relacionamentos. No mundo existem milhares de pessoas em exposição: nas ruas, nos escritórios, cinemas, bares, ônibus, danceterias. Olhamos todas, queremos algumas e acabamos ficando com uma. Depois da escolha, levamos para casa. Umas estragam com o tempo, deixam de servir: engordamos, elas encolhem. Outras nós perdemos, emprestamos, não pegamos de volta. Mas aquelas que são preciosas, que nos são caras, exigem um cuidado especial, e mesmo que o tempo (muito tempo) passe, não perdem seu valor. São básicas, nos servem sempre. Rasgam aqui, desfiam dali, mas a gente não "encosta". Não deixa de vestir, não deixa de usar. Se estraga, mandamos consertar. Se suja, mandamos lavar. E elas ficam para sempre, viram relíquia, viram lembrança, viram passado, presente, futuro. Combinam com tudo. Combinam com a gente.

postado por: juli morré 11:29 AM

Passo a bola:


Sexta-feira, Abril 29, 2005

Estava eu na Creche Sagrado Coração, onde passo todas as minhas tardes de quinta-feira, cantando uma música de gatinhos com as crianças ("Nós gatos já nascemos pobres / Porém, já nascemos livres"). Depois da minha fenomenal performance, perguntei: Quem aqui gosta de gatinhos? Eu!!! Pois eu vou contar a história de um gatinho diferente. Quem sabe o que os gatinhos comem? Eu!!! E o que eles comem? Cocô!!! O quê? Cocô!!! Mas os gatinhos comem cocô? Comem!!! E o que mais eles comem? Mais nada!!! Eles não comem ratinhos? Não!!!

E foi para o brejo, junto com incontáveis gargalhadas, a minha história do gatinho diferente que comia cenouras...

postado por: juli morré 2:34 PM

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Quarta-feira, Abril 27, 2005

antes-de-ontem-e-depois-de-amanhã

O hábito faz com que nos tornemos escravos do previsível.

postado por: juli morré 10:23 AM

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Terça-feira, Abril 26, 2005

Em dias de vento frio, a saudade parece congelar.

postado por: juli morré 4:06 PM

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Domingo, Abril 24, 2005

ignorãça nossa

As coisas que não existem são mais pronunciadas pelas crianças, embora sejam constantemente vividas pelos adultos.

postado por: juli morré 7:53 PM

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Quinta-feira, Abril 21, 2005

Procure Cana Verde no mapa de Minas. É para lá que eu vou.

PS - Na volta tem foto e post com gosto de casa de vó.

postado por: juli morré 7:56 AM

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Quarta-feira, Abril 20, 2005

past paticiple

É tão bom quando o passado passa pela nossa vida de novo e a gente percebe que ele realmente passou.

postado por: juli morré 11:01 AM

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Segunda-feira, Abril 18, 2005

jogo de azar

Tenho um amigo que diz que sempre aposta na mega-sena no último segundo, pois ele tem tanta certeza que vai ganhar que já começa a fazer dívidas.

postado por: juli morré 9:15 AM

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Domingo, Abril 17, 2005

crise de identidade

Será que meu blog fala mesmo de mim?

postado por: juli morré 11:46 AM

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eureka
meu gênio criativo tem insônia



Minhas melhores idéias são aquelas que não tive. Falar daquele assunto, usar aquela abordagem, sempre daquela maneira que os outros têm de falar melhor. Nunca consigo encontrar a palavra exata, que se esconde atrás de uma enciclopédia torta ou de um dicionário de peso. Talvez ela more aí, no meu sonho perdido de ser publicitária, jornalista ou escritora. Mas eu não poderia. Eu não conseguiria viver das palavras, pois tenho uma dificuldade enorme de conviver com elas. Para falar a bem da verdade, minhas melhores idéias são aquelas que alguém teve antes de mim

postado por: juli morré 11:16 AM

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Sexta-feira, Abril 15, 2005

ainda no meio de um papo comprido sobre a sucessão papal

Hoje não existe mais vida privada, é tudo a mesma latrina.

postado por: juli morré 7:41 AM

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Quarta-feira, Abril 13, 2005

rebelde com causa

Eu fico inconformada com a conformidade das pessoas.

postado por: juli morré 10:59 AM

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Terça-feira, Abril 12, 2005

Pensando bem, o inferno continua sendo um bom argumento para Deus.

postado por: juli morré 4:54 PM

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Segunda-feira, Abril 11, 2005

contar estrelas



Nada melhor que, em noites quentes e enluaradas, dormir com a janela aberta.

postado por: juli morré 7:15 AM

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Domingo, Abril 10, 2005

Eu e um amigo conversávamos sobre pessoas embalsamadas. Eu falava justamente que tenho medo de múmias. Na verdade tenho medo é da morte, mas como as múmias estão mortas, e parecem vivas, metem mais medo ainda. Aí ele me disse que muita gente viva, vivinha da silva, parece mais embalsamada do que os mortos, citou então a Hebe Camargo. Depois disso ele teceu uma breve consideração: "Acho que o Silvio Santos só não demite a Hebe porque tem medo de ter que pagar o FGTS dela".

postado por: juli morré 12:56 PM

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Sexta-feira, Abril 08, 2005

vai ser doit na vida



Nasci em Itabira, principalmente vivi em Itabira, mas por ironia do destino estou tão longe de ser triste, orgulhosa e de ferro quanto o estou de minha terra natal. Noventa quilômetros me separam do meu passado. De minha infância lembro coisas, tantas, que por hora nem sei se existiram. Lembro primos no quintal, circo em cima da árvore, piscina sem água, corte ao lado do olho, galo na testa, pé quebrado três vezes e suco verde na lancheira. Só o que trago marcado na pele denuncia real passado histórico. Quando pequena gostava de ser adulta, calçar salto alto e vestir roupa de brilho e veludo. Agora, quase adulta, gosto de ser criança; andar descalça, pisar na terra, vestir roupa alguma, rir sozinha, brincar comigo mesma. Sempre fomos mamãe, papai, irmã, eu e irmão, que mesmo antes de existir no mundo existia em mim. Estudei, comi, cresci, não casei, mas me mudei. Vezes várias. Fui para Belo Horizonte. Fui para São Paulo. Perdi meu caminho, ou me perdi no caminho, e colhi as migalhas que espalhei pelo chão. Voltei para minha casa, que não era feita de guloseimas: doces, balas, mirabel, bigodinho de gato e nha benta. Assisti ET e escondi debaixo da cadeira numa época em que cinema metia mais medo do que passear pela rua. Bala perdida era um desejo que só se realizava em casa de avó. Peguei na mão ao som de Dio come ti amo, ao mesmo tempo em que o protagonista pegava o avião. Tive vários cachorros dos quais me lembro o nome, mas não me recordo das suas mortes. Acho que bichinhos de estimação não morrem, ficam encantados, assim como todos os parentes. Tive coelho, tive peixinhos que não pude pescar, tive um cavalo no qual nunca andei, tive uma vaca que nunca vi, tive um pintinho que nunca virou galinha, mas nunca tive um papagaio e nem um macaco. Sempre acreditei que teria tudo aquilo que eu pedisse, por isso sempre estive muito mais preocupada em querer do que em ter. Enfim, os sonhos que comi naquela época alimentaram os suspiros de hoje.

postado por: juli morré 7:51 AM

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Quinta-feira, Abril 07, 2005

o orkut fala a minha língua

Sentadas numa mesa de bar: "Hoje eu estou muito feliz! Descobri que about me é fale-me sobre você...".


Chupei a imagem daqui.

postado por: juli morré 7:49 AM

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Quarta-feira, Abril 06, 2005

narciso dentro do rio

Ando com um problema. Não chega a ser um defeito, mas também pode ser horrível. Estou com mania de ir ao banheiro e não olhar no espelho. Me olho nos vidros da rua, nos retrovisores de carro, nas janelas, enfim, em quase todas as superfícies refletoras, mas me cego diante dos espelhos. Acho que por vezes eu não quero saber de mim.

postado por: juli morré 7:04 PM

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Terça-feira, Abril 05, 2005

a deus

Tenho escrito sobre os chamados eventos ou dias especiais com intencional atraso. Uma reflexão tardia, não importa. Gostinho de transgredir meio infantilmente, entrando na ciranda geral com descompasso.
Lya Luft


Eu não escrevi sobre a minha Páscoa. Também não tinha escrito sobre a morte do papa e nem sobre o Dia da Mentira. Será que consigo juntar os três num post só? Não gosto de comemorar a Páscoa como todo mundo, cheia de ovos de chocolate e outros presentes. Sim, eu amo presentes e gosto muito de chocolates, mas eles não me dizem nada além do que são: presentes, doces, amargos e crocantes chocolates. Gosto de passar a Páscoa junto das pessoas que amo. O domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Cristo e para mim isso acontece todos os dias quando nasce uma criança, quando brota uma flor, quando cai uma fruta, quando o sol se põe, quando a primeira estrela aparece, quando toda e cada pessoa cumpre aqui sua jornada. É preciso esclarecer que eu sou uma menina muito católica, que vou à missa, que rezo antes de dormir, que acredito no céu e no inferno que posso criar dentro de mim e na vida dos outros, que creio em Deus Pai todo poderoso e em seu único filho. Faça-se saber que acredito também em milagres, mas que eu nem precisava crer tanto para sabê-los, a mim bastaria viver (pois se a vida já não é divina). O grande milagre da vida acorda com o dia e se encerra junto com nossos olhos. O que é do homem, o bicho não come, mas tu és pó, e ao pó há de retornar. Milhares de fiéis, reunidos na Praça São Pedro, além de acreditar esperavam um milagre. Eles não perceberam que a maior benção estava ali, no homem Karol Wojtyla, que através de seu pontificado, sendo o papa mais pop da história, viajou o mundo levando a ele sua fé. Sua lição de vida, de respeito aos homens, de solidariedade, de crença na bondade, de cuidar do mundo, de esperar, de aceitar, de saber; a hora de calar, a vez de gritar, o tempo de colher. O papa é pop e levou um tiro à queima roupa, e o pop, tanto como o tic-tac das horas, não poupa ninguém. É preciso saber morrer. As mentiras eu deixo para outro dia...

"O terceiro pontificado mais longo de todos os tempos chegou a seu término com uma exposição pública de dor jamais vista na história da Igreja Católica. Houve um sentido nisso. Paralisado e silenciado pela doença de Parkinson, João Paulo II transubstanciou seu calvário particular numa mensagem universal: a de que não existe redenção sem sofrimento. É a mensagem ao mesmo tempo bela e terrível sobre a qual, afinal de contas, se alicerça o cristianismo. Como forma de recuperá-la numa era marcada pelo hedonismo, João Paulo II carregou sua cruz diante dos olhos do mundo. Pode-se não concordar com tudo o que o papa polonês pregou e defendeu. Mas é impossível não admirá-lo pela sua coragem na saúde e na doença. Na vida e na morte."
Mario Sabino


postado por: juli morré 5:56 PM

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Segunda-feira, Abril 04, 2005

De boa intenção o inferno está cheio.

postado por: juli morré 11:45 AM

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conflito de gerações

Imaginem a cena: manhã de sol, sábado, eu no centro da cidade, caminhando calmamente para o Mercado Central. Calça jeans batidona e blusa preta baby look estampada de branco com frases do Vinícius de Moraes. No último sinal, já na avenida Augusto de Lima, inclusive no meio da avenida, um senhor, no auge dos seus 70 anos, segura no meu braço. Imaginei que ele precisasse de ajuda para atravessar a rua. Naquele instante o sinal estava aberto mas não havia carros por ali, o que me fez precipitar pela faixa de pedestres. Mas ao toque daquela mão enrugada, parei. Fiquei por alguns segundos detida naquele momento até falar: "Oi. O senhor quer ajuda para atravessar a rua?". Ao que tive como resposta: "Não. Quero você, b-o-n-e-q-u-i-n-h-a d-e p-o-r-c-e-l-a-n-a!!!".

postado por: juli morré 7:16 AM

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Sexta-feira, Abril 01, 2005

se você ainda não viu, não veja



Reencarnação (Birth. Drama. 100 min [que parecem uma eternidade] EUA: 2004) O filme não é ruim, não. É péssimo. Falta paixão. Falta sentimento. Falta sofrimento. Falta direção. Falta roteiro. Falta atuação. O maior suspense do filme está no objeto enterrado pela concunhada de Anna no dia de seu noivado. O humor fica por conta das cenas patéticas e do microfone, que insiste em atuar como protagonista aparecendo mais do que qualquer outro personagem. Nicole está lindíssima, talvez nunca tenha estado tanto, mas insosa, talvez nunca tenha estado tanto também. Reencarnação passa fácil do gênero suspense para comédia, mas nessa piada aposto que quem mais se diverte é o bilheteiro. A melhor parte do filme é quando ele acaba e você vai tomar uma cerveja bem gelada. Assunto garantido para o resto da noite.

postado por: juli morré 10:17 AM

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Template sucks.

postado por: juli morré 9:55 AM

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