Explicando o inexplicável
Calúnia: Quando além de delator o mau-caráter ainda é mentiroso.
by Adriana Falcão
__________

"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Eu no orkut





Dias que passaram





Todo dia

.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
.:Andando ao Deus dará:.
.:Blues Curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Fratura Exposta:.
.:Das coisas que ficam:.
.:Mentiras históricas:.
.:Meu Mosaico:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:A Poison Tree:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Quinta-feira, Março 31, 2005

casamento com o meu melhor amigo



Paulo Sampaio diz:
Ju
Paulo Sampaio diz:
Quer casar comigo?
Sereia diz:
agora?
Paulo Sampaio diz:
Agora não... acabei de almoçar.
Paulo Sampaio diz:
Um dia.
Sereia diz:
tá, então vou pensar
Sereia diz:
um dia eu te falo
Paulo Sampaio diz:
Ahhhhhhhhhhhh...
Sereia diz:
o que?
Paulo Sampaio diz:
Odeio esperar.

(...)

Sereia diz:
vou postar o comecinho dessa nossa conversa
Paulo Sampaio diz:
Que ótimo que nosso casamento está se tornando público!

postado por: juli morré 2:21 PM

Passo a bola:


Eu me perdôo às vezes por perdoar.

postado por: juli morré 8:23 AM

Passo a bola:


Terça-feira, Março 29, 2005

fábula moderna

Tem sapo que ganha um beijo e vira príncipe. Tem príncipe que ganha um beijo e vira sapo. Tem gente que nem com todos os beijos do mundo consegue fazer você se sentir feliz. Aliás, muitas vezes, tem gente que transforma fada em bruxa, unicórnio em burrinho, borboleta em casulo, sereia em baleia. Essas pessoas deveriam virar abóboras.

postado por: juli morré 11:03 PM

Passo a bola:


Segunda-feira, Março 28, 2005

Santa Semana Santa




este post é só porque, rio eu gosto de você
4 dias e 359 fotos depois: dica de viagem por juju

Sim, o Rio de Janeiro continua lindo, apesar dos policiais armados até os dentes e do desfile de escopetas e fuzis agressivamente ameaçador. Cheguei quinta e fui para o hotel, ali no Aterro do Flamengo. Aliás, decidi que o Flamengo é o melhor lugar para se ficar no Rio: é perto de tudo o que eu gosto e longe da atmosfera turistóide que às vezes estraga a cidade. O Boteco da Praia é uma boa pedida para os momentos de espera perto do Hotel Glória. Para acompanhar o delicioso chopinho, peça um carpaccio de carne de sol sem queijo por cima, você não vai se arrepender. Nem preciso dizer que apaixonei-me pelos Arcos da Lapa, por seus barzinhos e pelo clima gostoso que emana do lugar. Uma vez no Rio, não deixe de procurar por um show da Tereza Cristina, sambista nova, linda e da melhor qualidade. Programa nota dez, principalmente se for no Carioca da Gema, lugar de boa caipirinha (com cachaça mineira) e péssima cerveja. Conheça o centro histórico, vá ao Largo do Machado, passe por todas as ruas que você conhece de nome porque têm cartomantes, casos de amantes e missas do galo. Cosme Velho, Rua dos Inválidos, Rua das Laranjeiras. Procure não saber que a casa em que morou Machado de Assis virou uma pizzaria. Vá ao Amarelinho comer isca de peixe olhando para o Teatro Municipal e para a Biblioteca Nacional, mas pare no Vermelhinho, logo ao lado, onde as porções são muito bem servidas e têm um preço bastante justo. Passe no Museu da República, tome um expresso (R$1,00) e coma empadinhas (R$2,00) no café do museu. As de camarão e de frango com palmito estão aprovadíssimas, assim como a empada de carne seca do Bar do Serafim, na Rua Alice. A empada de carne seca, a Lula à Lentejana, a simpatia do Barbosa, a receptividade do Juca, o chopp gelado, gostoso, a Língua à moda da casa, o bolinho de bacalhau, o pastel de camarão, o lugar pequeno e aconchegante, tudo isso faz do Bar do Serafim o meu eleito carioca, daqueles lugares que a gente vai uma vez e volta na outra, na outra e sempre. Você pode até ficar tentado pelo movimento do bar da frente (que é do mesmo dono e tem um cozinheiro treinado na mesma medida, apesar de manter cardápios diferentes), mas a mesa redonda na entrada, embaixo da bandeira de Portugal, é sedutora. Para não dizer que não fomos à Ipanema, vá à Toca do Vinícius, na Rua Vinícius de Moraes, e se esbalde nos cds, dvds, livros e vinis de samba, mpb, chorinho e bossa. Depois caminhe pelo calçadão com o dia anoitecendo e tome uma (ou duas, ou três, ou mais) no Garota de Ipanema, ou no Viníciu's piano bar. Vasculhe os sebos da cidade. Para terminar, veja a paisagem lá de cima do Pão de Açúcar, faça três pedidos para cada nova igraja onde entrar, conheça a Candelária, reze para Deus tirar as nuvens do Cristo, pegue o trenzinho do Corcovado e tire muitas fotos. Vá sem tempo marcado, vá de coração aberto, suba Santa Tereza de bondinho, leve um bom livro para ficar fechado, esqueça seus problemas, relaxe, tenha literalmente em mãos uma boa companhia e faça uma ótima viagem. "A alegria é a melhor coisa que existe..."

postado por: juli morré 9:12 AM

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Quarta-feira, Março 23, 2005

quando o amor acaba

(...)
Tudo se gasta mas de dentro:
o cupim entra nos poros, lento,
e por mil túneis, mil canais,
as coisas desfia e desfaz.

(...)
E se não se gasta com choques,
mas de dentro, tampouco explode.
Tudo ali sofre a morte mansa
do que não quebra, se desmancha.
João Cabral de Melo Neto, Paisagens com cupim

postado por: juli morré 7:29 AM

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Terça-feira, Março 22, 2005

As pessoas são as pessoas, e nós as amamos exatamente por serem como são. As coisas são as coisas, e nós podemos modificá-las, moldá-las, transformá-las à nossa imagem e perfeição. Muitas vezes ficam melhores do que nós mesmos. As pessoas, não.

postado por: juli morré 6:31 AM

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Domingo, Março 20, 2005

mais uma dose

Eu gosto de tudo o que me queima a língua, que me fecha os olhos, que me aguça os ouvidos, que me crava as unhas, que me marca a pele, que me corta o peito, que me arranca os cabelos, que me provoca gemidos, que me desperda o sono, que me exige sussurros, que me oferece colo, que me parece doce, que me dá medo de fim, que não parece real, que esquenta o gelo, que espera por amanhãs, que vira suspiro profundo, que se condensa no ar, que se sublima no hoje, que se chama desejo.

postado por: juli morré 8:39 AM

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Sexta-feira, Março 18, 2005

Hoje a noite foi de pizza quatro queijos e uma surpresa.

postado por: juli morré 12:18 AM

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Terça-feira, Março 15, 2005

o show da vida



É engraçado pensar, mas mesmo depois que você pára, as pessoas continuam a te olhar.

postado por: juli morré 4:53 PM

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Domingo, Março 13, 2005

pensamento do dia para toda a vida

Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
Preste atenção, isso nunca falha.

postado por: juli morré 11:57 AM

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Sexta-feira, Março 11, 2005

o filho que nunca tive, hoje, brinca no vento

Existem algumas coisas, várias coisas, nas quais eu nunca pensei, ou pelo menos não tinha pensado até este momento. Eu nunca pensei em ser bailarina. Nunca pensei em morar na Groelândia. Nunca pensei em trabalhar num banco. Nunca pensei em fazer concurso. Eu nunca pensei em ter um filho. Nunca tinha pensado. Algumas vezes, inclusive, pensei em não ter. Falo vida real, fato a ser consumado. Hoje eu quero, penso até que quereria antes. Penso que o filho que nunca tive, haveria de ter seus cabelos, seus olhos, seu nariz, sua boca, seu cheiro. E haveria de encontrar alguém como eu, que o amaria e a quem ele haveria de amar muito mais e maior do que a mim, assim como eu a você.

postado por: juli morré 9:03 AM

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Quinta-feira, Março 10, 2005

ao persistirem os sintomas, procure seu médico

Dotô, me dá um remédio para eu pensar em outra coisa que não seja você, nós dois, a gente, seus braços, seus abraços, seus beijos, meus desejos, suas vontades, meu deleite, meus sonhos, nossa realidade, isso. Bêjus da paciente de plantão



Minha cara paciente, depois de muito elucubrar e de pesquisas exaustivas em bancos de dados médicos e não médicos, descobri que: em primeiro lugar, encontro-me sofrendo de uma forma grave da mesma moléstia; em segundo, tal enfermidade não é tão incômoda assim, principalmente quando se analisa a única modalidade terapêutica disponível que, embora não curativa e apenas paliativa, consiste na manutenção de uma distância ínfima entre nós dois, através de mensagens, telefonemas, emails e encontros (o maior número deles possível) regados a muitos beijos, abraços, carinhos, desejos, vontades, planos e sonhos na realidade... Bêjus terapêuticos do dotô sempre de plantão

postado por: juli morré 4:17 PM

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Segunda-feira, Março 07, 2005

ser atual

Meu fim de semana foi tão intenso. De repente parece que o mundo derramou, transbordou, ferveu, entornou. A gente não se acostuma com a idéia de que as amigas vão embora, sou mesmo um pouco egoísta. Pedaços de mim espalhados pelo mundo: Londres, Budapeste, Curitiba, São Paulo. E o choro fica engasgado até onde não se aguenta mais. E as palavras vão sumindo até quando não se fala mais. E chorar, e não falar, é entender. Entender que algumas coisas (muitas coisas) ultrapassam todo entendimento. Existem antes, existem agora, existem além. E existe a saudade que fica, que já havia de uma semana, um dia, que se transformará em vontade maior. Eu me descubro sozinha, menina entre mangueiras, sem saber quão bonita minha história pode ser. Com medo de acreditar nas pessoas, de não conhecê-las, de ficar sem elas, de perdê-las de vez, mesmo sabendo que nunca as tive. Dói. Dói. Dói. Mas eu não vou embora de novo, não saio daqui. Arrumo a cama. Deito a cabeça no seu peito, fecho os olhos para não pensar, saio de perto sem discutir e passo as noites sempre contigo. Dentro do corpo ou dentro da alma. Aprendo a ter ciúmes, a ser insegura, a te respeitar, te conhecer, te querer e te aceitar. Porque apesar de qualquer pesar, você é minha escolha, você foi minha espera.

MAR PORTUGUEZ
Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

postado por: juli morré 8:38 AM

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Como conversar com alguém que faz engenharia de controle e automação: Watts volts?

postado por: juli morré 8:13 AM

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Quinta-feira, Março 03, 2005

24 horas

Eu ando tão sem tempo que não tenho tempo nem para pensar na minha própria falta de tempo.

postado por: juli morré 4:08 PM

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Terça-feira, Março 01, 2005

Eu já recebi tanta coisa na internet sobre a amizade, já vivi muitas histórias e escrevi outras tantas. Li milhares de livros e, como todo mundo, acabei chegando à conclusão de que, realmente, o ser humano não vive sem suas amizades, sejam elas uma presença constante ou um abraço de final de semana. Mas nada do que eu vi, estudei ou pesquisei tem tanta profundidade, tanta significação, quanto o que estava escrito na parede de um boteco desses das ruas pequenas, tortas e econdidas de Beagá:

Nunca fiz amigos bebendo leite!



Nem nunca vi ninguém que fizesse...

postado por: juli morré 1:53 PM

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