Explicando o inexplicável
Cabisbaixo: Quando o chão é a única coisa que não incomoda a pessoa.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas





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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004

a pressa é a inimiga da perfeição

Deus criou o mundo em seis dias. Quanto tempo será que ele gastou para fazer o homem?

postado por: juli morré 3:56 PM

Passo a bola:


quase certeza absoluta

Eu odeio gente que acha.

postado por: juli morré 3:55 PM

Passo a bola:


Terça-feira, Dezembro 21, 2004

eu perco as chaves de casa

Quando a gente está no meio de uma bagunça, o melhor é começar arrumando por dentro ou por fora?

postado por: juli morré 9:28 AM

Passo a bola:


Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

passa boi, passa boiada

Eu queria que passasse. Essa angústia que eu sinto, esse choro engasgado, este medo do amanhã, essa necessidade de mudança. Eu queria que passasse, em alta velocidade, cada um de meus pensamentos, cada segundo de insegurança eterna, cada cena irremediável. Eu queria esquecer as palavras que eu não falei, outras tantas que ouvi, e ainda outras que eu imaginei. Eu queria que passassem todos os meus sonhos, todos os meus planos, todos os meus desejos. Eu queria que passasse logo este presente, para saber o que vai ser do futuro, como vai ser o que eu não quis, o que vai acontecer depois de aberta (ou fechada) a porta. Eu queria que passassem todas as expectativas, que passassem todos os momentos de espera e ansiedade, que passasse o gosto do beijo, que passasse o calor nas mãos e o frio na espinha. Eu queria que as promessas passassem, as que foram feitas e as que foram veladas, queria que passasse a vontade, queria que secasse a tristeza. Eu queria que passasse essa urgência grande, imensa, de não pensar em você. Eu queria que passasse o pensamento instalado de que agora é preciso te esquecer. Eu queria que passasse.

postado por: juli morré 10:24 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Dezembro 16, 2004

eu, particularmente

Hoje fez um dia lindo em São Paulo. O lindo dia da minha despedida. Nenhuma nuvem no céu, um calor quase insuportável. É como se até o tempo dissesse: vá para Belo Horizonte descansar, Juliana.

postado por: juli morré 6:13 PM

Passo a bola:


Terça-feira, Dezembro 14, 2004

classificados nada poéticos

Eu vendo:
uma escrivaninhagrande e branca
uma cadeira de rodinhasda tok stok branca
uma cama de solteira marrom
um colchão de solteira verde
um notebook cinza

Atenção: é sério!

postado por: juli morré 3:24 PM

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Domingo, Dezembro 12, 2004

em clima de natal

postado por: juli morré 7:04 PM

Passo a bola:


Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

que frase é você?

There is nothing permanent, except change.
Heraclitus

postado por: juli morré 10:03 AM

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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

holiday

Hoje é aniversário de Beagá. É feriado por lá.
Hoje é aniversário da Avenida Paulista. Devia ser feriado pelo menos na Avenida Angélica.

postado por: juli morré 10:35 AM

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Terça-feira, Dezembro 07, 2004

E quando ela acaba (a história), deve ser contada. É necessário narrá-la, porque é desse modo que se rompe a teia dos desacertos. Enquanto a relatamos, torna-se possível olhar para as trilhas abandonadas pelos que foram embora, e ver como os acidentes do tempo apagam os vestígios de nossa presença e liberam o espaço para a passagem de outros, que cedo ou tarde virão.
Humberto Mariotti, Antigamente era janeiro

postado por: juli morré 2:57 PM

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Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Tarde de sábado, muito calor. Três amigas dentro do carro.

Eu - Ai que vontade de tomar uma cervejinha.
Ela - Hmmm... é mesmo. Esta apresentação da Esquadrilha da Fumaça me deixou com a boca seca.
Outra - É... muita fumaça.

postado por: juli morré 11:20 AM

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Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

eu acredito em papai noel



Eu sempre gostei das festas de final de ano. Não é pelos presentes, mas pela felicidade estampada na cara das pessoas que não tem, obrigatoriamente, qualquer relação com as comemorações natalinas. Cada um com seus motivos e eu com os meus. Décimo terceiro, férias, semana de feriado, reveillon, nascimento de Cristo, reunião de família, lembranças, reconciliações, boa comida, boa bebida e muitos outros bons pretextos, o fato é que todos, mesmo que não estejam, parecem mais felizes. Eu vou do êxtase à depressão em segundos. Gosto dos cheiros doces que saem das cozinhas nessa época do ano, das histórias que povoam nossos sonhos nas noites de dezembro, da chuva fininha que insiste em não ir embora, da vontade de confessar segredos e pecados, da capacidade de se perdoar e começar de novo, da idéia de missão cumprida e do horizonte de recomeço. Mas também me martirizo por aqueles que não têm casas, cozinhas, sequer comidas o ano inteiro. Nenhum lugar para se esconder da chuva insistente, para se esconder do mundo, para se esconder dos medos. Sem presentes, sem passado, quase sem futuro. É gente que não sabe o que é parede e por isso mesmo não tem segredos para confessar. Não tem quem olhe por eles e quem os possa perdoar. Gente cujo único pecado foi ter nascido. Neste mundo miserável não existem maus nem bons, mas existe muita vida que pulsa, lateja, circula e derrama além de nossos corações. Meu Deus, por que me abandonastes se sabias que eu não era Deus? Se sabias que eu era fraca? Se sabias que eu era apenas eu? Por isso, já há alguns anos, o Natal me faz feliz por poder fazer pessoas felizes. Esse é o meu espírito de Natal, e eu se que mais alguém por aí se alegra comigo, se alegra com isso. Ho! Ho! Ho! Ho!

postado por: juli morré 11:39 AM

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Quinta-feira, Dezembro 02, 2004

Eu odeio quando a Paula tem razão. Paulinha. Humphf!!!

postado por: juli morré 9:48 AM

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Quarta-feira, Dezembro 01, 2004

Em São Paulo não neva, mas às vezes, quando chove, eu vejo a cidade ficando branca através da janela.

postado por: juli morré 12:21 PM

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