Sexta-feira, Outubro 29, 2004
pouca saúde, muita saúva, os males do brasil são
Eu não vou votar no segundo turno. Aliás, não votei no primeiro. Foi a primeira vez na minha vida que eu não votei, e não me senti bem com isso. Mesmo sabendo que o meu candidato era o preferido nas pesquisas. E mesmo depois de ele ter vencido com 68% dos votos eu ainda me senti estranha. Mais estranha só quando recebi um e-mail, daqueles que as pessoas espalham e eu prefiro acreditar que fazem isso sem antes pensar. É como falar sem pensar. Vote nulo. Dizia a missiva. Como é que alguém realmente pode anular seu voto? Votar em branco? Isso não é protesto, é burrice. Se em sua opinião ninguém pode fazer nada de bom, não reclame, candidate-se. Alguém um dia lutou para que esse direito me fosse concedido, isso já vale o meu voto, e tem gente que diz que abrir mão dele é um ato de protesto. Vivemos em uma democracia e não em uma monarquia. Não somos um regime de castas e aqui as pessoas têm reais chances de sucesso. Protesto não é reclamar, é apresentar soluções. Não é gritar, é debater. Não é julgar, é ajudar. Quase ninguém sabe o que o candidato que ele elegeu fez ou tem feito por aí. Ninguém acompanha. Ninguém quer saber. De repente ele está ali, com a cara estampada nos jornais e revistas em mais um escândalo de corrupção. Eu sabia, todos os políticos são iguais! Sim, todas os políticos são iguais assim como todos os homens. E se você se considera igual a todo mundo, mais um no fluxo da multidão, não vote, anule o seu voto, e continue vivendo nesta realidade maravilhosa que você não escolheu, mas permitiu que escolhessem por você.
Meu voto, bem sei, é apenas um. Mas, sendo o único que tenho, é natural que eu o valorize. Com tapinhas nas costas, sorrisos simpáticos e propostas atraentes, há milhões de outros votos mais fáceis de se conquistar. É bem provável que ninguém perca tempo cortejando um eleitor emburrado e exigente como eu. Mas, caso haja algum interessado, desde já adianto minhas preferências e idiossincrasias:
¿ Beleza, jovialidade, simpatia e charme não me entusiasmam. Não sou jurado de concurso de misses.
¿ Loquacidade, para mim, não é sinônimo de capacidade. Papagaios também falam e eu nunca votei em algum.
¿ Virgindade não é o mesmo que castidade. Ninguém pode se arvorar honesto antes de ter tido - e rejeitado - uma excelente oportunidade de deixar de sê-lo.
¿ Os maiores críticos de quem faz são justamente os que não sabem fazer.
¿ Uma pela outra, eu ponho mais fé na experiência do que na esperança.
¿ Tenho ojeriza a quem se comunica pelo dialeto PAMG: prometer, acusar, mentir e gritar.
¿ Quem é cheio de si, por definição, é vazio.
¿ Candidato que evoca Deus é porque não conhece humanos que se proponham a avalizá-lo.
¿ Só promete o impossível quem nem do possível se acredita capaz.
¿ Só se propõe a salvar a Pátria quem já desistiu de salvar a si mesmo.
¿ De milagres eu só trato com Santo Antônio.
¿ Quem nunca realizou nada, ao chegar ao poder, vai continuar sem realizar nada.
¿ Não confio em quem me pede um voto de confiança. Já comprei carro usado e me arrependi.
¿ Convincente não é sinônimo de competente. Já tive péssimas experiências com encanadores, mecânicos, eletricistas etc.
¿ O que está errado eu já sei. Eu procuro alguém que saiba como consertar.
Como já afirmei, meu voto é apenas um. Mas por enquanto ainda está disponível. Aos interessados solicito que encaminhem suas propostas por e-mail. Alguém se candidata?
João Mellão Neto
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juli morré
10:04 AM
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Terça-feira, Outubro 26, 2004
família tradicional mineira
A fama vem de Minas mas é graças às minhas amigas paulistas que eu passei dois finais de semana super família em Sampa. No primeiro eu comi demais. Ganhei colo, colchão, abraço de mãe, café da manhã, horas de conversa fiada, carinho e saudades. No segundo, além de comer demais a comidinha mineira deliciosa que a tia Nan fez pra mim - tropeiro, escondidinho, torta de Lavras Novas - ri como eu não ria a séculos seculosos. Agora eu sei de onde vem o nan sense da Ju. No sense, tia Nan.
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juli morré
1:31 PM
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Segunda-feira, Outubro 25, 2004
garota do tempo
E o tempo em São Paulo: choveu de 8:00 às 9:10. Parou de chover. Voltou na hora do almoço. Parou de novo. Provavelmente choverá às 18:00. É que a chuva sabe que eu esqueci a sombrinha e fui trabalhar de camisa branca.
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juli morré
2:05 PM
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vale a pena ver de novo
John Kerry vence todos os debates. George W. Bush vence as eleições. Acho que eu já vi esse filme antes.
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juli morré
12:33 PM
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Domingo, Outubro 24, 2004
quem ri por último ri melhor
Bem vinda de volta ao mundo da insônia. E do pânico.
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juli morré
3:34 AM
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Sábado, Outubro 23, 2004
só vinicius de moraes entende juliana de morais
Se São Paulo fosse Oxford. Se 2004 fosse 1938. Se a amante fosse o. Eu poderia falar que este poema era meu. Sim, eu também quero voltar para casa.
Nessa sala perdida na Inglaterra
Vivo entre coisas mortas, vivo e mudo
Poeta louco e triste, eu te saúdo
No teu quarto de século na Terra
Não te valha essa máscara de estudo
Nem te sirva essa máscara de guerra
Valha-te essa tristeza que te aterra
E essa locura que em tua alma é tudo
Mova-te o sangue que em teu ser lateja
Leve-te o estro lúcido e distante
Que consomes nos copos de cerjeva
Leve-te a vida ao bem da tua amante
E a morte, que do túmulo te beija
Viva-te como um momento deste instante.
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juli morré
10:45 AM
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Sexta-feira, Outubro 22, 2004
testemonial censurado
da série o que as pessoas pensam sobre mim
A Ju não vale. A Ju é um perigo. A Ju me faz sorrir na rua com uma simples mensagem de texto. A Ju deve ser uma delícia de companhia para um jantar. A ju deve ser uma festa entre quatro paredes. A Ju é convencida. A Ju não entende as minhas piadas e fica se explicando. A Ju me conquistou em minutos. A Ju é uma mineira desconfiada. A Ju sempre espera que eu abra a janela de chat. A Ju está sempre indo. A Ju escreveu um testimonial e me deixou com cara de bobo. A Ju me faz ter idéias e depois as desencoraja. A Ju é ensolarada, mas chove nos outros às vezes (e isso é bom). A Ju é a menina dos porquês. A Ju vive fazendo, sendo ou inspirando poesia.
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juli morré
12:44 PM
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Quinta-feira, Outubro 21, 2004
home alone again
Eu odeio quando minha irmã viaja, a Andréa vai para a casa do namorado e eu fico sozinha em casa. Parece que eu não tenho ninguém e estou sozinha em casa, sabe?
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juli morré
10:48 PM
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Quarta-feira, Outubro 20, 2004
poço dos desejos
Minha vó me dizia que eu era espelho e que tudo aquilo que me desejassem voltaria a quem me desejou, fosse bom ou ruim. Por isso devemos desejar o bem sem olhar a quem. Eu ando cheia de quereres, cada vez mais desejosa. Desejo para os outros. Desejo os outros. Quero com os olhos, com as mãos, com a boca e o coração. Tenho vontade de pegar. Tenho vontade de cheirar. Gosto de sonho com textura, cor, fala e dor. Se não acordo chorando, quente ou fria, morri quando dormi. E se alguém me pudesse ouvir sussurrando em seu ouvido agora, seria mais ou menos: Eu te desejo assim. Ou: Te quero inteiro para mim.
Poesia
Carlos Drummond de Andrade
Desejo a você fruto do mato,
cheiro de jardim, namoro no portão,
domingo sem chuva, segunda sem mau humor,
sábado com seu amor, filme de Carlitos,
chope com os amigos, crônica de Rubem Braga,
viver sem inimigos, filme antigo na tv,
ter uma pessoa especial, e que ela goste de você,
música de Tom com letra de Chico,
frango caipira em pensão no interior,
ouvir uma palavra amena, ter uma surpresa agradável,
ver a banda passar, noite de lua cheia,
rever uma velha amizade, ter fé em Deus,
não ter que ouvir a palavra "não",
nem nunca, nem jamais adeus.
Rir como criança, ouvir canto de passarinho,
sarar de resfriado, escrever um poema de amor que nunca será rasgado,
formar um par ideal, tomar banho de cachoeira,
pegar um bronzeado legal, aprender uma nova canção,
esperar alguém na estação, queijo com goiabada,
pôr de sol na roça, uma festa, um violão, uma seresta,
recordar um amor antigo, ter um ombro sempre amigo,
bater palmas de alegria, uma tarde amena,
calçar um velho chinelo, sentar numa velha poltrona,
ouvir a chuva no telhado, vinho branco, Bolero de Ravel...
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juli morré
1:18 PM
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Terça-feira, Outubro 19, 2004
ces't la vie
Em São Paulo, um francês alto, bonito, educado, loiro, de olhos bem azuis entrou no metrô Santa Cruz, Vila Mariana, e perguntou para uma revisora mineira, itabirana, em fuga de Belo Horizonte ainda um pouco perdida com sua amiga de Atibaia, também loira, mas dos olhos castanhos: Onde fica o bairro da Liberdade? Bairro dos japoneses? E depois: Como você se chama? Juliana? Juliana di Napoli... la inspiracion de Leonardo da Vinci. Respondeu em Espanhol.
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juli morré
10:44 PM
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no mundo da imaginação
Bicho Papão. Mãe d'Água. Cuca. Caapora. Saci. Curupira. Duende. Fada. Gnomo. Papai Noel. Coelhinho da Páscoa... Não!!! Foi a Fran que apareceu para um happy hour. Deve ser por isso que eu, que nunca fico doente, quase morri de dor de cabeça.
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juli morré
9:43 AM
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Domingo, Outubro 17, 2004
atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu
Um caminhão do corpo de bombeiros é muito melhor do que qualquer carro alegórico.
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juli morré
11:05 PM
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Quinta-feira, Outubro 14, 2004
o cheiro de dama da noite vem de minas
Eu gosto de tomar decisões. Talvez goste mais disso do que de conviver com as suas conseqüências depois. Ontem tomei chuva na rua. Antes de me molhar, a chuva me acende. Tenho uma alegria infantil em chegar em casa ensopada, com água escorrendo pelos cabelos, a roupa pesada colada ao corpo, o gosto de céu dentro da boca e um frio na espinha descendo fino até a ponta dos pés. E minha mente está sempre no olho do redemuinho.
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juli morré
9:41 AM
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Terça-feira, Outubro 12, 2004
maré de criptonita
Quando eu era criança eu queria ser a Lois Lane, embora nem de longe eu fosse uma menina que ligasse para essas coisas e se colocasse sempre no lugar das mocinhas dos filmes. Eu era louca pelo Superman. Mas depois que ele caiu do cavalo já não achava mais graça na brincadeira. Eu não queria namorar com um super herói paralítico. Agora, como se toda a crueldade do mundo não bastasse, ele morre na véspera do dia das crianças. Pior do que um super herói paralítico é um super herói morto. Super heróis não podem morrer, ou pelo menos não deveriam. Ninguém nunca terá os mesmos olhos azuis, nem será tão Clarck Kent como ele. Como se não fosse tragédia suficiente, Fernando Sabino resolve acompanhá-lo, o eterno menino no espelho. E não foi só um dia antes do dia das crianças, foi também um dia antes do seu aniversário de 81 anos. E quando eu falo sobre inferno astral muita gente aimda não acredita.
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juli morré
9:08 AM
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Quinta-feira, Outubro 07, 2004
O mundo, de tão interessante que é, chega a ranger, a enjoar, a cortar, a roçar... talvez eu sinta demais...
Fernando Pessoa
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juli morré
10:49 AM
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Quarta-feira, Outubro 06, 2004
sobre estas eleições
O duende colou um adesivo no carro dele: Eu acredito em pesquisa!
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juli morré
12:03 PM
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Terça-feira, Outubro 05, 2004
frase do dia (noite)
Ah... vai se ferrar!
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juli morré
9:19 AM
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Segunda-feira, Outubro 04, 2004
mantra
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
A expectativa é a mãe da decepção.
Um pé de cada vez. Por que é que você não aprende?
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juli morré
5:52 PM
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Domingo, Outubro 03, 2004
porque eu tenho um amigo
a ausência, a falta pura, o medo;
o desenrolar das atitudes;
o borrar de idéias, o se contaminar
por falsas ilusões.
tudo solto, perdido na mente,
marcando ritmicamente
ponto e contraponto.
seus olhos refletem minha
degenerescência,
abençoando com lágrimas
meu difícil caminho.
escuto vozes recônditas dos
velhos pesadelos,
e abraço o vento,
que me inunda de frescor e pó.
a luz, as almas, o criar;
a pena e o papiro, o dedo e a tecla;
o salto e o baque, o sentir, o pensar.
tudo envolvendo e desenvolvendo
o mitigado, enfurecido e poético ato
de viver.
chfb
Porque eu tenho um amigo poeta muitas vezes leio minha vida como se fosse poesia. Porque eu tenho um amigo que me manda cartas e jornais pelo correio, a espera se torna doce como doce de abóbora, doce de leite, goiabada com queijo de Minas. Romeu e Julieta. E porque eu tenho esse amigo meu fardo se parece mais leve, tenho sempre sonhos no ar e vontades nos olhos. Porque nunca vi esse amigo tenho certezas e tenho encontros marcados, inadiáveis e eternos. Porque eu tenho um amigo e a gente se fala ao telefone eu sei que ele é sincero, vedadeiro, machucado, amado, perdido, indeciso, querido, iteligente, sensível, capaz, amigo. Porque ele é assim eu sei que é quase bem igual a mim.
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juli morré
10:29 AM
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Sábado, Outubro 02, 2004
Hoje eu tive um dia de turista em São Paulo. Mercado Municipal. 25 de Março. Estação do Luz. Assunto para muitos dias e outras horas. Passei em casa para guardar as compras antes de ir ao cinema. Terminal. Vou deixar a abóbora na cozinha. Ela terá exatamente três horas para virar carruagem.
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juli morré
4:34 PM
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ainda sobre ratos, baratas e cigarros
Eu não acredito em políticos. Por que acreditaria no Ministério da Saúde?
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juli morré
4:21 PM
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Sexta-feira, Outubro 01, 2004
Ninguém tinha o direito de colocar aquele rato morto atrás do maço de cigarros, me senti ainda mais clariciana. Epifânica. O Ministério da Saúde adverte: Ao fumar você inala arsênico e naftalina, também usados para contra ratos e baratas.
Meu nome é Juliana, tenho 25 anos e estou há quatro dias sem fumar.
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juli morré
9:31 AM
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