Sempre
Explicando o inexplicável
Dádiva: Tudo que é dado com tanto amor e recebido com tanta felicidade que só sendo divino mesmo.
by Adriana Falcão
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"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."
Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas
Dias que passaram
Todo dia
.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
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.:Fratura Exposta:.
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Sexta-feira, Julho 30, 2004
postado por: Eu me fiz. Agora me deixa ver você?
postado por: juli morré 9:16 AMQuarta-feira, Julho 28, 2004
postado por: Terça-feira, Julho 27, 2004
postado por: Segunda-feira, Julho 26, 2004
postado por: Papai do céu, muito obrigada pelos amigos do namorado da minha irmã, pela gol, pelos computadores, pelos jantares indianos, pelos macarrões com molho de queijo, pelos cobertores, pelas camas de casal, pelos bons dias desalinhados, pelos beijos de manhã de tarde e de noite, pelo orkut, pelos telefones celulares, pelo messenger, pelos cds e dvds, pelas bandas de rock, pelos pubs, pelos aniversários dos amigos dos amigos do namorado da minha irmã, pelo namorado da minha irmã, pelos sanduiches, pelas torradas, pelos vinhos espanhóis, pelos games, pelos finais de semana perfeitos, pela vontade de fazer futuro, pelo ontem, pelo hoje e pelo amanhã. Amém!
postado por: juli morré 9:37 AMSexta-feira, Julho 23, 2004
postado por: De uma coisa eu não posso me queixar: São Paulo tem homens lindos. E muitos. São tantos que eu prefiro ficar só. Só para não ter que escolher. postado por: juli morré 8:50 AMQuinta-feira, Julho 22, 2004
postado por: Ainda da série eu me orgulho de ser mulher. "É difícil virar o rosto para Ana Mendieta." Lúcia Guimarães
postado por: juli morré 9:12 AMDa série eu me orgulho de ser mulher. "... cores de Frida Kalho, cores..." Adriana Calcanhoto
postado por: juli morré 9:06 AMQuarta-feira, Julho 21, 2004
postado por: Viver do Amor Chico Buarque Pra se viver do amor Há que esquecer o amor Há que se amar Sem amar Sem prazer E com despertador - como um funcionário Há que penar no amor Pra se ganhar no amor Há que apanhar E sangrar E suar Como um trabalhador Ai, o amor Jamais foi um sonho O amor, eu bem sei Já provei E é um veneno medonho É por isso que se há de entender Que o amor não é um ócio E compreender Que o amor não é um vício O amor é sacrifício O amor é sacerdócio Amar É iluminar a dor - como um missionário postado por: juli morré 9:11 AMTerça-feira, Julho 20, 2004
Um é bom. Dois é demais! postado por: juli morré 6:54 PM Dia do Amigo Querou. Aninha. Karina. Saulo. Pedro. Juliana. Ado. Bruninho. Paulina. Joana. Suzane. Francisca. Anderson. Letícia. Cláudio. Adriana. Paula. Luli. Bruno. Maurício. Ruiz Pablo. Piedro. Thiago. Beto. Carlos. Andréia. José. Nanda. Rafa. Maria Elisa. Isabel. Maria Lúcia. Marilena. Dudu. Andrezão. André. Karine. Marília. Cris. Janes. Chris. Guto. Felipe. Serginho. Tabi. Dani. Angelo. Marcelo. Lucas. Michele. Gi. Fernando. Affonso. Ina. Marcos. Sílvia. Mariana. Júlia. Bia. Priscila. Paulo. postado por: juli morré 1:08 PMWhen I fall in love
Ahhhh... o amor. Mais dia menos dia ele chega. E quando ele chega não vem só, traz uma mala repleta de medos, alegrias, situações, momentos de profunda esperança, outros apenas de riso fácil. Traz reprise de filme na bagagem, lembrança de livro de colégio. Ele chega e arma a sua barraca no quintal do nosso coração. Com o tempo a gente nem mais percebe que ele já está morando ali: tomou posse da terra. Cultiva, planta, colhe, vende e um dia, quem sabe, vai embora... aí, sim, o amor mostra as garras. Estava hoje conversando com um amigo, amigo desses muito queridos que a vida lhe dá de presente e você nem sabe se merece tanto, e ele me dizia de seu amor. O amor dele mora nos seus olhos. Sabe que deve ser muito bacana morar nos olhos de alguém? É sinal de que a gente não lhe sai da cabeça. É sinal que a gente lhe enche o corpo e transborda pelos olhos. Os olhos são as janelas da alma. Pode-se ver os sorrisos nas pupilas. Pode-se ver um coração na íris. O fato é que ele me falava das incertezas de seu amor. Não do que ele sentia, mas do que ele queria. Isso me lembrava outras histórias de outros amigos e, por que não, minhas mesmo. Eu também já amei uma vez. Uma, duas, três. Nossa, e como amei. Amar para mim, até então, era ver beleza mesmo onde ela não existia. O amor era completamente irracional, por isso mesmo era amor. A mãe de uma amiga de infância sempre me dizia: "o amor é cego, surdo, mudo e no seu caso tem paralisia cerebral". Acho que o meu amor estava tão doente que eu demorei anos para entender o que ela queria dizer com aquilo. Acredito que muitas vezes na vida nós amamos. Amamos nossos pais, nossos amigos, nossos filhos, namorados e até nossos bichinhos de estimação. Tem gente que ama coisas. Mas acredito que na maioria das vezes nós só achamos que amamos. E achamos tanto que chegamos a acreditar que é amor aquele sentimento ruim de posse, de dependência, de sofrimento, que dói, incomoda e não cessa. Então a gente pensa que só pode ser amor porque isso nunca aconteceu antes e nem há de acontecer de novo. A gente se esquece de que cada pessoa é uma pessoa e de que nada do que está acontecendo agora já aconteceu antes e nem vai acontecer de novo. Este é o momento. Nenhum sentimento é igual porque ninguém é igual a ninguém. Pois aí está a mágica do amor. A gente ama cada um de um jeito diferente e é certo dizer que cada um tem o amor que merece. E o amor é bom. Tem gente que precisa sempre de um novo amor para ser feliz e não percebe que a felicidade está no amor próprio primeiro. Tem gente que ama todo mundo e não entende porque é que se sente tão sozinho sem saber que amor é escolha. Tem gente que tem pressa de amar e não percebe que o amor é paciência. Tem gente que simplesmente ama e não consegue, nem precisa, explicar. Nada é fácil nesta vida, mas difícil mesmo é renunciar. Tentar buscar ser aquilo que a gente chama de feliz e os outros chamam de egoísmo. E eu pensava em como dizer ao meu amigo que eu entendia o que ele estava sentindo. Entretanto, como poderia ousar saber seus sentimentos. Nossa dor sempre é maior e nosso sapato sempre aperta mais. Minha pouca vida me deu experiência de uma vida inteira, e a única coisa que eu posso dizer é que um dia abri mão por pura fraqueza daquilo que eu achava que se chamava amor. Hoje eu vejo que não. Minha vida só a mim pertence e se eu não tomar conta dela, alguém fará isso por mim. Mas sem tanto cuidado e carinho. Só posso amar com ritmo, força e intensidade se eu sei o que estou fazendo e esse amor for escolha minha. O resto, aquilo que me faz sofrer, que me faz deixar de me ser, que pede mais de mim do que eu posso dar, que me faz sentir coisas que eu acho que talvez um dia eu não possa suportar, não, isso para mim não é amor. Não é o meu amor. Porque amor pra mim é... ahhhh... o amor é quando você quer, deixa e está pronto para amar. Amor é quando não importa se um dia, um mês ou um ano, você sempre acha que vai ser para sempre. postado por: juli morré 9:18 AMSegunda-feira, Julho 19, 2004
postado por: Domingo, Julho 18, 2004
postado por: Meus caros, volta-se porque se tem saudade Porque se foi feliz intimamente Volta-se porque se tocou o inocente E porque se encontrou a tranqüilidade A despeito da vida que acorrente Volta-se, volta-se para a sinceridade Volta-se sempre, tarde ou de repente Na alegria ou na infelicidade. E nada como esse apelo da lembrança Para se transfigurar numa esperança Essa desolação que uma alma leve Assim é que, partindo, eu vou levando Toda a desolação de um até-quando Num ardente desejo de até-breve. Vinícius de Moraes
Por que eu volto Volta-se porque ainda existem sonhos suspensos. E porque existiram flores no caminho. postado por: juli morré 9:54 AMSábado, Julho 17, 2004 O trágico fim de um mito em Curitiba
Faz mais de trinta anos que a morte do trompetista e escritor paranaense Níldon Ázi é lembrada com espanto e saudade. Em 2 de novembro de 1965, seu corpo foi encontrado num matagal a oito quilômetros de Curitiba, cidade onde nasceu e sempre morou. Acredita-se em suicídio. Com dois tiros de um revólver calibre 22 no baixo ventre, Níldon pôs fim a uma carreira que já se mostrava prodigiosa, chegando, na época, a ser considerado um dos maiores instrumentistas brasileiros, com possibilidades inerentes de prestígio mundial. Este texto, manuscrito e com marcas de sangue, foi encontrado no local de sua morte, assim como uma caneta tinteiro e o trompete que o acompanhou durante toda a vida. Médicos legistas acreditam que o artista agonizou de três a quatro horas, tendo escrito o texto depois dos disparos. Níldon Ázi tinha 26 anos quando morreu. Estampidos ecoam debaixo do sol quente dos trópicos, aço que finalmente fiz que me encontrasse, me fazendo sangrar e suar. Tóp, tóp fez, como batera espera às quatro da manhã, abrindo espaço para o túriz suóp de qualquer trompete arrasador. Lembranças. Boas, me entristecem agora que tudo sei indo embora. Irá. Irá comigo só, só eu dando de rupestre, de peste, de primitivo mestre: acabando covarde. Chão quente, que dói o pé e não adianta sacolejar. Dói, dói a barriga. Eu grito, grito ô jazz, ó suo! Sou negão, porra! Grito, mas ninguém lá, nem aqui. Aqui só sol, mato e o pé doendo. Eu só e os suóps fots tuz tilintando na cabeça cheia de memória. Não sabia que isso doía assim. Não dá nem para tocar mais. Nunca mais. É, quis jazer e aqui estou, nem sei ainda o porquê. Quê tudo isso? Andava agüentado demais. Bebida, malucagem, beiço de negra. Pêlo de branca, zonza de risada torta, rica de marido olhando, eu lá. Gostavam. Mas essa dor de cabeça agora, quase não posso mais escrever, me fazendo tiz-Qui-tiz tal jóia de ouro pulando nervosa em caixa de aço, abrindo caminho, xingando no ouvido da platéia para os séps suóps darem prazer. O prazer de ouvir jazz. Essa dor vai me matar, eu sei. Mas quero. Enchi. Drop zóps desde 5 anos, de falação jazzeira de pai, de tio, de vô, coisa de estourar madrugada dando risada com todos eles de dentão de Miles. Miles... Esse até esteve comigo, gostando do nosso som, faz pouco tempo. Quis me levar, não fui. O que eu quero, e falei a ele, éver tudo acontecendo aqui, pra minha gente ver, não eles de lá. Ê pai, não te dizia sempre? É, agora vou te ver e esperar Dizzy e Miles junto contigo. Uóp as drom: só bepop esfria minha cabeça nesse sol que mata. Lembro do som que me fez viver. Das quebradeiras, do estudo, das invenções de criança. Olho o meu trompete com sangue e tudo e penso se precisava. Mas ainda o bicho brilha bonito, quente e triste de eu ter tocado a última música de minha vida. Sozinho, acho que ninguém ouviu. Foi lindo... Aqui nessa luz que cega toquei Don`t blame me, do Miles, sotaque nosso, mais grosso e suingado. Bravo esse suingue. Só meu esse mexido de notas e sentimento. Também agora eu queria, só de relaxo, como gosto depois do som, uma pinga de balanço, ou rabo-de-galo, talvez uísque de madame. Tudo num estalo, quente, inferinzante. Fica alto, aqui no solzão, locaço, malhado meus refrões. Compasso de preto. Mas não adianta mais nada agora: só saber que tô aqui no mato agora, no sol, meu trompete, trabuco já longe, de raiva que senti, papel e essa caneta que ganhei do pai. Sabe, na fiz nada na vida: só escutei, toquei, li e escrevi. Nem bola joguei. Continuei assim até aqui no fim de mim. Acho que dor de sangue africano veio me buscar, me expiando de todo o nosso sofrimento nesse continente. Porque sempre toquei foi o choro de minha raça, voz da alma, de espírito antigo, de ouvido no tambor, de cor, de relinchar animal... Sol me queima, tóps sóps faz, não sei o que escrevo, sei lá, tonteira, qualquer coisa até que a dor me mine e apague. Não dá mais para tocar, quase nem respirar, parece que quero fazer som aqui nessa folha. Ê sol, esquente meu trompete pela última vez! Rodo em Si de redemoinho, de dor-som no pensamento. Eu só, fazendo, por sina minha. Miles vem vindo, da estrada, poeira na frente, sapato e calça branca, sax na mão. Eu vejo, eu vejo! Camisão de seda vermelhona black jazz uuu! Brilhante e reluzente, sorridente no sul do Brasil. Miles negro de bala! Ta bravo comigo. Sei. Miles, sei, porra! Vem tocando, exagerando no agudo, fazendo zoar ouvido, floreando no improviso coisa que nunca ouvi... Tudo tá parando, até a dor, até a luz. Acho que vou morrer agora. Dói de novo a barriga, bicho! Dói! Frio, frio. Frio no sol, ó. Meu Deus, não quero mais, não quero mais morrer. Sinto morte. Ouço até minha alma ofegando, sofrendo, respiração presa, no silêncio, longe do som do diabo que sempre ouviu. Medo dentro aqui. Paro agora de rabiscar, doendo minha mão. Vou dar descansada. Se alguém me achar vivo, me leve logo para meu tio. Morto, esqueça e me deixe com meu pai. ![]() postado por: juli morré 6:03 PM Sexta-feira, Julho 16, 2004
postado por: Quinta-feira, Julho 15, 2004
postado por: Quarta-feira, Julho 14, 2004
postado por: Atenção! As pessoas jamais deixam o mesmo recado, idêntico, duas vezes, na secretária eletrônica do seu celular. Quando isso acontecer e você estiver dormindo, desconfie.
postado por: juli morré 6:09 PMTerça-feira, Julho 13, 2004
postado por: Segunda-feira, Julho 12, 2004
postado por: "Não tem disposição? Não se trata de ter disposição. Você é um operário como qualquer outro: se trata de ter horas de trabalho. Então vá escrevendo, vá trabalhando, sem disposição mesmo. A coisa principia difícil, você hesita, escreve besteira, não faz mal. De repente você percebe que, correntemente ou penosamente, você está dizendo coisas acertadas, inventando belezas, forças." Mário de Andrade postado por: juli morré 10:44 AM Domingo, Julho 11, 2004
postado por: Chove lá fora. Se eu não tivesse tomado toda a coca-cola ontem, ainda teria refrigerante hoje. Quer metáfora mais perfeita para a vida?
postado por: juli morré 6:13 PMConfissão Eu canto no chuveiro. Mas canto muito melhor quando estou sozinha em casa. postado por: juli morré 10:24 AMSábado, Julho 10, 2004
postado por: Aqui neste profundo apartamento Em que, não por lugar, mas mente estou, No claustro de ser eu, neste momento Em que encontro-me e sinto-me o que vou Aqui, agora, rememoro Quanto de mim deixei de ser E, inutilmente, [...] choro O que sou e não pude ter. Fernando Pessoa postado por: juli morré 11:41 AMSexta-feira, Julho 09, 2004
postado por: Li no Dies Irae e não consigo esquecer:
LI NO UOL E NÃO CONSIGO COCHILAR Anéis de Saturno podem estar sumindo Uma erupção de oxigênio atômico vista pela sonda Cassini trouxe a suspeita de que os anéis de Saturno possam estar sofrendo erosão. Se confirmada, os famosos anéis podem desaparecer em 100 milhões de anos. Tudo é muito impressionante. postado por: juli morré 11:11 AMO mundo é cheio de gente. E no meio dessa gente toda tem muita gente bacana. Tá, tudo bem, também tem a turma dos nem tanto. Mas esses nem fazem tanta diferença assim. Pelo menos não para mim. postado por: juli morré 11:03 AMQuarta-feira, Julho 07, 2004
postado por: Terça-feira, Julho 06, 2004 Todos nós precisamos de mudanças. Mais do que isso, todos nós somos agentes de mudança. Tem dias nos quais acordamos e este desejo que move toda a humanidade também desperta em nós. Alguns chamam isso de acordar para a vida. Uma famosa propaganda de colchões dizia ser necessário atentar-se para a qualidade desses porque 1/3 de nossas vidas passamos dormindo. Tem gente que passa muito mais do que isso sem precisar de bons colchões. E ninguém faz propaganda dos outros 2/3. Para morrer, basta estar vivo, compreende? E passar a vida sonhando acordado, para mim, também é não viver. Não vive de verdade quem não curte a dor e a alegria de cada momento, quem finge que não está acontecendo nada, quem não chora ou sorri quando sente que deve. Não vive de verdade quem não se arrisca, quem não acredita em alguém por puro instinto, quem não erra. Não vive de verdade quem não resmunga baixinho, grita quando sente raiva e depois, envergonhado, abaixa a voz para pedir desculpas. Não vive de verdade quem não desafia seus medos, mesmo que não os vença, quem não faz nada sozinho, por puro medo das responsabilidades ou egoísmo. Não vive de verdade quem não tem amigos, quem não respeita o próprio corpo, quem não aprende com os outros. Não vive de verdade quem não se dá uma nova chance, quem não trabalha com aquilo que gosta, quem não acredita em felicidade. Conheço muita gente com seus trinta e poucos anos. Muita gente bonita, bem sucedida profissionalmente e sozinha. Excluindo as festas esporádicas e os finais de semana, não cabem outras pessoas em suas vidas. Não há tempo, agora, para dividir. O agora é sempre reservado para poupar, planejar, projetar. Assim, quando forem mais velhas, terão dinheiro suficiente para comprar casas e carros. É uma pena que quando isso acontecer talvez já não tenham tempo suficiente para desfrutar de tudo aquilo que poderão comprar. Mas talvez, também, o resto de seus dias seja o bastante para se pensar naquilo que poderia ter sido e não foi. O homem criou todos os tipos de relógio para aprisionar o tempo, mas se esquece da força das horas, da fluidez dos minutos, da esperteza dos segundos. O tempo não pára, é irrepreensível e, muitas vezes, incompreensível. Nunca todos os relógios do mundo marcarão a mesma hora. Cada um tem seu tempo, e isso é peça chave na engrenagem que mantém em sincronia o universo. O meu desejo de mudança pode ser a mola propulsora do seu. Mulheres cortam e pintam os cabelos e as unhas quando rompem ou engatam relacionamentos. Marcam para começar o regime, entrar na ginástica ou parar de fumar na segunda-feira (ou no dia primeiro do mês) para inaugurar uma nova fase. Mas a verdade simples da vida é que às vezes acordamos com o pé direito, outras, elegemos o esquerdo para nos dar sorte. Tudo depende não só do desejo, ou do acaso: para mudar nós precisamos mais do que querer, nós precisamos fazer acontecer. postado por: juli morré 10:32 PM Fico balançando em frente aos olhos o marcador de livros comprado na exposição de Picasso. Parece com o marcador de livros comprado na exposição de Dali alguns anos atrás. Parece com o pêndulo do relógio. Mas nele o tempo é sempre passado. Aliás, existe tempo presente?
postado por: juli morré 6:14 PMO Eu Sozinha nasceu para ser o meu blog de verdade, ou o meu diário não oficial. durante muito tempo funcionou como esta versão demo do Conto de Réis, mas agora vem assumir o lugar que é seu de direito. De hoje em diante, serei sempre Eu Sozinha Futebol Clube.
Escovar os dentes antes de dormir tira todo o gosto do chocolate da boca. E ainda tem gente com coragem suficiente para nos lembrar que isso evita cáries. postado por: juli morré 6:55 AM |