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Sábado, Janeiro 31, 2004

"Iá Iá, se eu peco é na vontade
De ter um amor de verdade..."

postado por: Zed 9:37 AM

Passo a bola:


Às vezes não falar diz mais do que um milhão de palavras.

postado por: Zu 9:11 AM

Passo a bola:


Terça-feira, Janeiro 27, 2004

Você já se testou para saber bem direitinho quem você é? Ou já teve vontade de se conhecer melhor?
Uma das melhores maneiras de fazer isso é jogando o Jogo do Eu.

postado por: Zu 6:47 AM

Passo a bola:


Domingo, Janeiro 25, 2004

Certa vez um jovem foi visitar um sábio e falou-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça. O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:
- Ame-a.
Disse o rapaz:
- Mas, ainda tenho dúvidas...
- Ame-a -, disse-lhe novamente o sábio.
E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, finalizou:
- Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação e entrega. É um verbo, e o fruto dessa ação é o amor. O amor é como um exercício de jardinagem. Por isso, arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. E esteja sempre preparado, porque haverá pragas, secas e excesso de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja: aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Ou, simplesmente, ame.


* * * * *
Essa curta história carrega consigo uma das mais estupendas e, ao mesmo tempo, desconhecidas revelações: a gratuidade do amor. Não raro, confunde-se amor com sexo, com gostar, com querer bem, com paixão, com genitalismo e com outros que tais. Mas, amor é amor. E só isso. O amor até pode incluir esses predicados, mas o inverso pode não ser verdadeiro. Você pode amar e, por isso, fazer sexo; mas pode fazer sexo sem amar, também. Por isso o sábio manda às favas as dúvidas do mancebo e diz-lhe simplesmente: ame. Santo Agostinho dizia: "Ame e faça o que te der na telha" (a "telha" é expressão minha). Quando alguém desposa alguém, normalmente promete "amar-lhe até que a morte os separe". Mas, seria bom que fosse explicado a essa pessoa que, na visão de Deus, selou-se um compromisso eterno - uma aliança, no falar bíblico -, que jamais poderá se desfazer, a não ser pela morte. Então, o ir embora de casa porque "não te amo mais" ou porque "o amor acabou", não existe. Na visão de Deus, nunca houve amor, então. Houve, isso sim, um sentimento, não uma atitude. Houve um desejo de fazer, mas não foi feito. Houve uma promessa, não um ato. Alguém casou com outro alguém porque "gostava" dele, ou porque estava apaixonado, ou porque o outro era liiiiiiiiiindo, mas não porque o "amava". Porque amar nada tem a ver com gostar. Na verdade, quando alguém promete amar outrem, promete esforçar-se por fazê-lo feliz, por alegrar-lhe, por causar-lhe doces surpresas. Não tem nada a ver com gostar. Eu, por exemplo, não gosto de assistir aqueles desenhos bem infantis com os meus meninos, mas o faço por amor. E é por amor que inclusive lhes estouro pipoca, que levo uma Pepsi para beberem, que ando de bicicleta com eles, que empino pipa... Não faria isso se eles não existissem, pois não gosto de fazê-lo, mas, por amor a eles - e não porque gosto -, eu o faço.

Jesus não gostava das atitudes de Pedro e muito menos das de Judas, mas os amava. Deu a vida por eles, inclusive. Amou-os "até o fim", como diz João
13:1. Eu posso não gostar do meu vizinho, de um cunhado, do cabelo da minha esposa, do piercing do sobrinho, mas devo amá-los com todas as minhas
forças. Devo ajudar a esposa a lavar a louça, o motorista a trocar um pneu furado; posso avisar um empresário que o alarme da sua empresa disparou ou o
vizinho, dizendo que a janela do carro está aberta no tempo chuvoso, etc. Posso não aprovar a vida adúltera daquela colega de trabalho, mas isso não me exime de amá-la profundamente, de orar por ela, de dar-lhe uma carona quando está atrasada, de socorrer-lhe quando está chorando, e não dizer ou
pensar: "Aí, boba, viu? Continue nessa vidinha e você vai ver no que vai dar..." Sabe por quê? Porque o amor não se alegra com a desgraça alheia. O amor é paciente, tudo perdoa, tudo sofre, tudo espera... O apóstolo, ao escrever isso no capítulo 13 da 1ª carta aos Coríntios, sabia o que estava dizendo: ele amava. Amava de verdade, ao ponto de dizer que sofria pelas pessoas como uma mãe sofre nas dores do parto (Gálatas 4:19). Isso é amar. É ir até o fim, como Jesus foi.

O rapaz da hitória estava em dúvida quanto aos seus sentimentos: gosto, não gosto? Me caso, não me caso? O sábio simplificou e foi direto ao assunto: ame-a! Esqueça se gosta ou não dela e despose-a, amando-a para sempre. Sirva-a, e depois colha os frutos do jardim que você semeou, regou e cuidou. Esqueça os teus sentimentos e despose-a por aquilo que você é - uma pessoa capaz de amar -, e não por aquilo que ela pode lhe dar. Se Jesus fosse amar-nos por aquilo que lhe damos... misericórdia, não estaríamos nem vivos! O amor é gratuito. Se não for, não é amor. Por isso dá sem nada esperar; planta, planta e planta, na esperança de um dia colher, e nada espera sem antes plantar.

Que sejam assim os nossos dias na Terra: cheios de amor! Que aprendamos a "desposar" não apenas os nossos cônjuges, mas também os colegas de
trabalho, o vizinho, o pastor, o padre, o pipoqueiro da esquina, o porteiro do prédio, o ascensorista. Que tal, por exemplo, comprar-lhes uma barra de chocolate e dar-lhes bem numa quinta-feira à tarde, assim, sem mais nem menos? É, sem nenhum motivo especial, apenas pelo prazer de ver estampado um sorriso? Não foi por isso que Jesus veio ao mundo: gratuitamente, sem que lhe fizéssemos nada de especial?

Amar é uma decisão, não um sentimento.
Cezar Augusto Ribeiro

postado por: Zu 11:29 AM

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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

Às vezes tudo o que a gente precisa é um banho de água fria... ou de realidade mesmo.

postado por: Zu 7:23 AM

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Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

Por mais que eu tente, tem coisa que não dá para entender. Não dá mesmo. Mas como não dá para fazer nada, vamos vivendo nessa...nessa...Deixa pra lá.

postado por: Zed 9:53 AM

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Terça-feira, Janeiro 13, 2004

Começa uma atração vira paixão que já chega capturando o coração pedindo resgate do corpo em troca de libertação e quando saciados os cinco sentidos também ficam rendidos fazendo florescer o amor como uma alucinógena flor causando torpor e vem aí à dependência causando carência trazendo da abstinência o temor e quanto mais se entrega ao amor mais vulnerável se fica à dor por isso tudo tem que se rebater a arrogância ter a petulância de na confiança se entregar e no oposto resta ficar estagnado se entediar isolado e é por isso tudo que sou maluco idealista que gosta de arrancar do momento a delícia sem nada me desassossegar. Ufa!

Descobri ele aqui.

postado por: Zu 7:44 PM

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Lá foi o sol, thuru thuru...

postado por: Zu 7:36 PM

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Domingo, Janeiro 11, 2004

"Chove chuva, chove sem parar..."
Belo Horizonte, às vezes, parece que vai se acabar em água.

postado por: Zu 8:13 AM

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Ontem foi o baile de formatura do meu primo Cristiano. Acho que eu morro de inveja de todo mundo que tem comemorações de formatura porque eu nunca tive nada... de qualquer forma, estou feliz por ele. Não pude ir às comemorações por causa da cirurgia que fiz na gengiva, mas quase pude escutar as músicas do baile aqui de casa.

postado por: Zu 8:12 AM

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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

E quem é que não precisa mudar, me diz?

postado por: Zu 8:32 AM

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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

Estou precisando me mudar em muita coisa. E preciso mudar coisas que não dependem só de mim. Esse será 2004. E Vamu que Vamu.

postado por: Zed 11:50 AM

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"Eu tive um sonho / Vou te contar / Eu me atirava do oitavo andar / E era preciso / Fechar os olhos / Pra não morrer e não se machucar / É o que devemos fazer / Não temos que ter medo"


Cana Verde - Varanda da casa da Vó Cemica

postado por: Zu 7:36 AM

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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Todo mundo diz que não, mas duvido que tenha alguém neste mundo que não queira um se...

Se
Mário Sá-Carneiro

Se os meus olhos te incomodam
quando te olho de frente
não me importo de arrancá-los
para amar-te cegamente.

postado por: Zu 10:47 AM

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Terça-feira, Janeiro 06, 2004

Receita de Ano Novo
Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

postado por: Zu 8:22 AM

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