Explicando o inexplicável
Morte: Algo ou alguém icógnito que tem por hábito (ou ofício) levar as pessoas para lugar ou estado desconhecido, geralmente em momentos inesperados, freqüentemente por causas ignoradas, deixando nas pessoas que não foram uma dor iexplicável de proporções incomensuráveis e, na maioria dos casos, acompanhada de muitas lágrimas.
by Adriana Falcão
__________

"Amor é um gostar que não diminui de um aniversário para o outro. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina."


Eu sou mais eu
Conto de Réis
Professora 24 Horas





Dias que passaram





Todo dia

.:Acervo Pessoal:.
.:Acidulante:.
.:Blues Curitibano:.
.:chfb in concert:.
.:Fratura Exposta:.
.:Memórias do Subsolo:.
.:Meu Mosaico:.
.:O dedo do Quevedo:.
.:O Mutante:.
.:A Poison Tree:.
.:Saudade do Presidente Figueiredo:.
.:Trash:.
.:Um ano e 11 dias:.
.:Understand me...:.

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Quinta-feira, Outubro 30, 2003

Olhai os lírios do campo.









postado por: juli morré 1:36 PM

Passo a bola:


Terça-feira, Outubro 28, 2003

Experimente fazer silêncio e ouvir o que você tem a dizer sobre você mesmo.

postado por: juli morré 12:03 AM

Passo a bola:


Sexta-feira, Outubro 24, 2003

DEPOIS DE TER EXPERIMENTADO TODAS AS FORMAS POÉTICAS, TER-SE ALISTADO NAS VANGUARDAS E DELAS SE DESVIADO (TATICAMENTE), O POETA RECAI FELIZ NO SONETO, FAZENDO NÃO APENAS AQUELES SONETOS CONCRETOS, MAS UM POEMA ONDE REPENSA DIVERSOS PROBLEMAS AO NÍVEL DO CONTEÚDO NUM TEXTO ESCRITO NUM JORRO SÓ.

A vida por outros já descrita e os sentimentos
antes únicos, agora tornados comuns, de todo mundo,
recaio no soneto, forma de silêncio onde dizer
é não-dizer, que não dizer é o que (dizer) venho.

Forma melhor de escrever é ler e ler nos outros
o que pensamos ser só nosso e é de tantos, há tanto,
que nada de novo existe, topos com que topo eu,
lugar-comum de tantos tipos comuns que me reescreveram.

Aceitar o não-dizer, dizer-nenhum, abrir mão da fala
e do falo, para que o amor flua e nunca falho se retenha
numa só parte do corpo avesso a se entregar.

O silêncio da fala do verso, o silêncio difícil da forma
alcançada como quem se deposita vivo numa linguagem
maior que nos transcende e nos engana enquanto fala.
Affonso Romano de Sant'Anna


affonsoeju2.jpg

Affonso Romano de Sant'Anna e Juju (O iniciado e a iniciante)
Desconstruir Duchamp: Para Juliana, desconstruindo mitos e construindo amizade.

postado por: juli morré 8:35 AM

Passo a bola:


Quinta-feira, Outubro 23, 2003

E a dedicatória do livro Saturno nos Trópicos, do Moacys Scliar, que ganhei depois do Sempre um Papo, diz assim:

Para Ju, como homenagem à sua vasta cultura e simpatia, dedico o Moacyr Scliar. Outubro / 2003.

Eu só pedi para colocar o Ju, todo o resto ele colocou de livre e espontânea vontade. E eu comparei com as outras dedicatórias. A minha era bem diferente.



Surpreenda-me
A surpresa, o inesperado, o insólito se tornaram um ideal de vida. O surpreendente é o "Abre-te, Sésamo" do nosso tempo Bob Hope, recentemente falecido, pode não ter sido um grande comediante, mas sua derradeira tirada foi genial. Perguntado se queria ser cremado ou sepultado, respondeu: "Surpreendam-me".

Com o que, claro, surpreendeu os interlocutores e, sem querer, ressaltou um traço de nossa cultura atual: todo mundo quer ser surpreendido. A surpresa, o inesperado, o insólito, passaram a ser um ideal de vida. Surpreenda-me, diz a namorada ao namorado, a esposa ao esposo, o aluno ao professor (e vice-versa). Surpreenda-me, diz o eleitor ao político, o comprador ao vendedor, o torcedor ao jogador de futebol. Surpresa é a grande fórmula para acabar com a rotina do sexo, o que explica as enormes tiragens de livros sugerindo novas posições na relação sexual.
"Surpreenda-me" passou a ser o "Abre-te, Sésamo" de nosso tempo. Querem uma prova? Entrem na Internet e digitem "Surprise me": vocês encontrarão nada menos do que 6,6 milhões de referências. Há revistas com esse nome, CDs, textos, o que vocês quiserem. "Surpreenda-me", em português, dará um resultado mais modesto: pouco mais de cem referências, a maioria em blogs, que é a nova forma de difusão dos inéditos.

O desejo de surpresa é inato no ser humano. Rimos quando alguém nos faz cócegas, mas isto não acontece quando nós próprios tentamos fazer a mesma coisa: cócegas devem acontecer como coisa inesperada. E o inesperado é, paradoxalmente, algo pelo qual esperamos desde a infância. Cedo cansamos do familiar, do rotineiro, da mesmice; cedo queremos algo que seja novo, mesmo que nos assuste. Daí o sucesso daquele antigo brinquedo: uma caixa da qual, quando aberta, saltava um polichinelo. Era um susto, mas um susto engraçado. A expressão "segredo de polichinelo" remete a isso, a um segredo que, para os adultos, é previamente conhecido; e, porque conhecido, sem graça.

Existem as surpresas desagradáveis. O médico olha a radiografia, franze a testa: pronto, sabemos que as notícias não serão boas. Radiografias, exames, laudos de biópsia, tudo isso funciona para nós como uma caixa de Pandora, aquela que, quando aberta, libera uma infernal sucessão de males. E isto coloca uma pergunta: devemos temer as surpresas? Um estudo feito há muito tempo mostrou que, ao contrário do que se pensa, oitenta por cento dos telegramas trazem boas notícias; não precisamos, pois, abri-los com mãos trêmulas.

Surpresas são parte da vida: uma afirmativa que, tenho certeza, não surpreenderá ninguém. Surpreenda-me, pede o leitor a quem escreve. E quem escreve sente-se então na obrigação de ser original. Uma obrigação que, vamos confessar, nem sempre é fácil de ser cumprida. O mundo em que vivemos projeta-se sempre para a frente, para o futuro, para a inovação. Mas não consegue escapar da fórmula "mais da mesma coisa". Nem nós. Mas aí vem Bob Hope e, morrendo, surpreende-nos com uma frase que é o ponto de partida para uma crônica. Grande Bob Hope. Bendita seja sua memória.
Crônica veiculada no Jornal Zero Hora

postado por: juli morré 11:11 AM

Passo a bola:


Amor e Medo
Affonso Romano de Sant'Anna

Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo.





Hoje, 19:30h, na Leitura Mega Store do BH Shopping, lançamento de três livros do Affonso Romano de Sant'Anna, casado com a Marina Colassanti, a quem ele chama de poesia viva. Ele é o próprio poema.

postado por: juli morré 10:25 AM

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Terça-feira, Outubro 21, 2003

Bombom. Boas e más notícias: minha casa no pitas anda em reforma, ou em demolição. Não sei bem o que está acontecendo mas é algo parecido com os terromotos que abalam as estruturas do blogger de vez em quando. A diferença é que lá eu perdi janelas, portas e algumas entradas. Ao todo desapareceram quase dez posts. Não, isso não foi uma coisa legal.



Mas por outro lado, meu conto Amor ao molho pardo ganhou uma menção honrosa no concurso Haroldo Maranhão.



Amor ao molho pardo
by juju

Antônio era amolador de facas. Também amolava tesouras, alicates e pessoas. Maria era cozinheira. Usava facas, colheres e carnes. João era açougueiro. Cortava carnes de boi, frango e gente. João trabalhava todo o dia. Mente vazia, oficina do diabo; cabeça cheia, fábrica do capeta. Do açougue via: passava Antônio, passava Maria. Só o tempo custava. O ciúme cortava feito aço de navalha. Bem dizem: fé cega, faca amolada. Mesmo que não tivesse visto os beijos, podia sentir o cheiro do desejo. Conhecia bem os aromas da carne. Desejava já sentir o cheiro do sangue. Chamou o amolador. Pediu que lhe amolasse as facas. Todas. Pagou pelo serviço. Pagou caro. Caro lhe custou uma vida. Pediu que Antônio escolhesse uma das facas, apontasse a mais afiada, e foi ela que o coração de ferro usou para enfiar-lhe no peito de carne. Coração, músculo involuntário. Afiada por suas próprias mãos, a faca que se chamava Maria atravessou-lhe o corpo e cravou a alma. Maria casou-se com o barbeiro.

postado por: juli morré 8:01 AM

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Domingo, Outubro 19, 2003

Impossível passar, e só passar, pelo dia em que Vinícius de Moraes faria 90 anos sem nada falar. Sem nada cantar. Há 90 anos nascia, em meio a um forte temporal, na madrugada, no antigo número 114 (hoje uma casa já demolida) da rua Lopes Quintas, na Gávea, ao lado da chácara de seu avô materno, Antônio Burlamaqui dos Santos Cruz, o poetinha, que o diminuitivo só fez desmerecer. De poetinha nada tinha, só a maneira carinhosinha de tratar esse que tanto tratav em seus versos do bem-querer. Nasceu Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes, mas aos nove anos de idade parece que pressente já o poeta: vai, com a irmã Lygia, ao cartório na Rua São José, centro do Rio de Janeiro, e altera seu nome para Vinicius de Moraes.

Soneto do Amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...



postado por: juli morré 5:58 PM

Passo a bola:




Ontem, dia 18 de outubro de 2003, foi relizado o Casamento do Século. Esse foi o apelido carinhoso que nós demos para as bodas de Aninha e Marcelo. Casamento que vinha sendo planejado, esperado e comentado há uns, no mínimo, três anos, do total de dez de namoro. Realizado na tradicional Igreja de Lourdes, em Belo Horizonte, teve sua recepção no também tradicional Automóvel Clube da capital mineira. Com presenças ilustres como Tia Liege e Tio Gazolinha (Ana Lúcia Gazolla, reitora da Universidade Federal, é só um detalhe), Lilith, Ceci, Gustavo Rocha, Tia Beré e Tonico, Tia Ângela e Tio Cavalcante, Tia Cláudia e Eduardo e Mamãe e Papai (os mais belos padrinhos do século), a comemoração foi impecável. Os parabéns ficam então para Tia Mires e Tio Oswaldinho, fizeram tudo direitinho e já estão prontos para o próximo: Andréia e Fernando.


As irmãs Juliana e Fernanda Ferreira


Fernanda Ferreira e André Magalhães, o próximo casamento do século?


Juliana Ferreira e Frederico Peres, o casamento do próximo século?

postado por: juli morré 1:15 PM

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Sábado, Outubro 18, 2003

Tudo o que está vivo sangra.

postado por: juli morré 10:07 AM

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Só sei que nada sei.



postado por: juli morré 9:42 AM

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Sexta-feira, Outubro 17, 2003

É bem como eu estou com a minha web cam nova: narcisista!

postado por: juli morré 2:48 PM

Passo a bola:


Adolescente: Toda criatura que tem fogos de artifícios dentro dela, já dizia Adriana Falcão. Eu digo mais, digo que esses fogos de artifícios são preparados, especialmente, para dar festas dentro dos outros, como acontece dentro de mim.





Eu tinha sucesso na minha carreira de modelo embaixo do ventilador, até a alegria estragar tudo.
Não existem melhores fotógrafos do que os olhos dos meu alunos!

postado por: juli morré 12:17 AM

Passo a bola:


Quarta-feira, Outubro 15, 2003

Hoje é Dia dos Professores e eu sou obrigada a cair no clichê de que, definitivamente, mestre não é só aquele que ensina. Muito mais do que isso: é aquele que, de repente, aprende.



O professor quando...

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".

É, o professor parece estar sempre errado, mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

postado por: juli morré 10:10 AM

Passo a bola:


Terça-feira, Outubro 14, 2003

Eu já escolhi o meu poeta maior. Ele vive dentro e fora de mim: Affonso Romano de Sant'Anna.


"Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo."


Foto de Affonso Romano de Sant'Anna no livro de crônicas A porta do colégio

"Há vários modos de matar um homem:
com o tiro, a fome, a espada
ou com a palavra
envenenada."

Eis a minha predileta:


Affonso Romano Sant'Anna com Chico Buarque, na Comissão de Frente da Mangueira - Enredo: Carlos Drummond de Andrade

"O que não escrevi, calou-me.
O que não fiz, partiu-me."

postado por: juli morré 3:38 PM

Passo a bola:


Eu não tenho uma coluna num jornal, eu tenho um blog na internet, o que na verdade é muito melhor: eu sou minha própria revisora e editora. Tá bom, vá lá, não é tão melhor assim...

postado por: juli morré 12:59 AM

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Segunda-feira, Outubro 13, 2003

sobre os encontros, desencontros e reencontros desta vida

Faça uma lista de grandes amigos:
quem você mais via dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha:
quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados para sempre?
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece?
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios você sondava?
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia para sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
hoje acredita que amam você?
Faça uma lista de grandes amigos:
quem você mais via dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Quantos segredos que você guardava
hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas pessoas que você amava
hoje acredita que amam você?

postado por: juli morré 3:06 PM

Passo a bola:


Domingo, Outubro 12, 2003



E o que é que a gente não faz por amor?

Mas tanto faz
Já me esqueci de te esquecer porque
O teu desejo é o meu melhor prazer
E o meu destino é querer sempre mais
A minha estrada corre pro teu mar

Agora vem prá perto, vem
Vem depressa, vem sem fim dentro de mim
Que eu quero sentir
O teu corpo pesando sobre o meu
Vem meu amor, vem prá mim
Me abraça devagar
Me beija e me faz esquecer
Pino Danielle e Nelson Motta

postado por: juli morré 11:04 PM

Passo a bola:


Fred, foi mal, mas este ano a estrela amarela vai brilhar com toda força na camisa azul. Cruzeiro do Sul.

postado por: juli morré 8:13 PM

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FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS FELIZ DIA DAS CRIANÇAS





A gente percebe que está ficando velho quando vê que as crianças já cresceram. Ou quando seus ex-alunos lhe mandam convite para a formatura da faculdade.










brincandoderoda.jpg
mostrandoalingua.gif

postado por: juli morré 3:25 PM

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Sexta-feira, Outubro 10, 2003

Gostei da definição do Orwaldo para o Eu Sozinha Futebol Clube: é um Conto de Réis demo.

postado por: juli morré 4:35 PM

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Quinta-feira, Outubro 09, 2003

Prometi-lhe um soneto, rima e métrica perfeitas,
Mas não fui capaz de enclausurar a poesia em quatorze versos decassílabos.
Preferi a liberdade de um poema sem rédeas, ou freio
Em que se fizesse presente a gratidão
Por receber um pedaço de outrem
Amável, simplesmente.

Um poema livre, doce
Ou, quem sabe?, meio amargo, com gosto de café
Um gosto das Minas Gerais, de um horizonte belo
Em que vislumbro aquela boa amiga
Daquelas belas amizades que surgem, por mais distantes que possamos estar.

Enfim, amiga boa
Sei que este não é o soneto que você esperava
Talvez tenha sido satisfatório,
Talvez tenha sido decepção.
Pode ter ficado uma merda,
Ou não.
Alexandre Souza

Talvez você tenha se enganado, meu bom amigo, meu amigo bom! Por que é que você não pensou na real possibilidade de ter ficado muito bom?

postado por: juli morré 9:22 AM

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Assim como Drummond, eu tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo. Talvez por isso eu prefira sempre andar de mãos dadas.

MÃOS DADAS
Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vido e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.



SENTIMENTO DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desjeo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso, anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desafiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais que a noite.

postado por: juli morré 8:58 AM

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Terça-feira, Outubro 07, 2003

A menina e suas descobertas

Brincar de descobrir é uma das minhas brincadeiras prediletas. Através dos códigos fonte de outros blogs, vou descobrindo recursos que posso usar nos meus. Testando algumas surpresas do html:

Primeiro vamos ver para que serve este u entre parênteses;

    agora, algo muito mais interessante: um ol. Ol de quê? Olvido? Mas o que eu haveria de ter esquecido?;
  • se continuarmos ainda seria interessante descobrir para que serve este li, certamente algo relacionado a linha, e não a lindo, o que aprincipio já soa decepcionante
  • ;
      e, para terminar, só poderia vir mesmo o ul, de último.
    Vamos ver no que vai dar.

    postado por: juli morré 9:01 AM

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    Segunda-feira, Outubro 06, 2003

    Todo dia é dia de celebrar a vida, hoje, por exemplo!


    Uma foto que começou a circular há alguns anos por aí, para mim, pode ser considerada "a foto do século". É a foto de um feto, de 21 semanas, hoje chamado Samuel Alexander Armas. Samuel estava sendo operado por um cirurgião chamado Joseph Bruner. O bebê foi diagnosticado com uma fissura na coluna vertebral e não iria sobreviver se não fosse removido do útero de sua mãe. A mãe do pequeno Samuel, Julie Armas, é enfermeira obstetra em Atlanta. Ela ficou sabendo do excelente procedimento cirúrgico do Dr. Bruner. Clinicando no Vanderbilt University Medical Center em Nashvillem, ele realizava cirurgias especiais em bebês que ainda estavam no útero. Durante o procedimento, o médico remove o útero por uma abertura e faz uma pequena incisão para operar, lá dentro, o bebê. Quando Dr. Bruner terminou a cirurgia no pequeno Samuel, o garotinho estendeu sua pequena mas já desenvolvida e perfeita mão pela incisão e agarrou com firmeza a mão do cirurgião. Um artigo da revista Time européia destacou essa imagem. Alguns dias depois da concepção, o Dr. Bruner disse que o momento em que o seu dedo foi agarrado pelo bebê foi o momento mais emocionante de toda a sua vida e que por um instante durante o procedimento ficou completamente imóvel, perplexo. Um fotógrafo capturou esse acontecimento impressionante com perfeita nitidez. Os editores nomearam a foto de "Hand of hope" (Mão da esperança).



    "A pequena mão do feto de 21 semanas, Samuel Alexanders Armas, emerge do útero de sua mãe para agarrar o dedo do Dr. Joseph Bruner como se estivesse agradecendo o médico pelo dom da vida."



    A mãe do pequeno Samuel diz que ela e seu marido "choraram por dias" quando viram as fotos. "As fotos nos lembram minha gravidez, não tem a ver com deficiência ou uma doença, mas sim com uma pequena pessoa."



    Samuel nasceu em perfeita saúde no dia 02/12/1999. A operação foi 100% bem sucedida.

    postado por: juli morré 1:09 PM

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    Domingo, Outubro 05, 2003

    Me deu vontade de postar isso. Só isso.

    postado por: juli morré 9:44 AM

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    Quinta-feira, Outubro 02, 2003

    Livros não podem ser considerados vício, porque semanticamente vício só tem conotações ruins. Como poderia eu chamá-los então? Tara?!?




    olhao.JPG

    postado por: juli morré 12:25 PM

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